28 de abril de 2018

A controvérsia da chupeta



Com certeza, mesmo que não tenham filhos, já ouviram uma mãe, avó, tia, prima, etc a dar a sua opinião sobre a chupeta. Como diria Shakespeare, usar ou não usar chupeta, eis a questão. Há imensa controvérsia sobre este assunto e como em tudo, há vantagens e desvantagens...

A chupeta ajuda imenso com as cólicas e além de que até aos 3 meses o chuchar é involuntário. Chucham na mama, na chupeta, nos dedos, nas mãos... depois dos 3 meses já é propositado.
Então o meu pensamento foi de que a chupeta consegue tirar-se, agora a uma criança que chucha num dedo, tirar-lhe o "dedo" é muito mais difícil! No meu caso, eu decidi logo comprar uma chupeta para o Príncipe. O que eu tive cuidado foi em comprar a chupeta apropriada pois existem várias que correspondem ao desenvolvimento do bebé.
Dizem que não se deve dar logo a chupeta caso estejam a amamentar. Isso é parcialmente um mito, pois não se deve oferecer chupeta se o bebé não tiver bos pega a mamar. Daí no início ter estado bastante receosa em dar a chupeta simplesmente porque o Príncipe não pegar em condições na mama, foi a razão pela qual ficámos no hospital mais um dia e eu não queria que houvesse retrocesso. Quando achei que tanto ele como eu já estávamos mais confiantes na hora de mamar, comecei a oferecer-lhe a chupeta e foi em boa hora! Pois lá começaram as cólicas que apesar de a chupeta ajudar, foram resolvidas com um medicamento que falarei noutro post.

Além de ajudar com as cólicas (isto é, está associada ao alívio de dor) e com o mau hábito de chuchar nos dedos, a chupeta ajuda também com a prevenção do síndrome da morte súbita e menor risco de doenças alérgicas.
Contudo, a chupeta também tem desvantagens. É preciso mantê-la sempre limpa (acho que isto é um pouco de bom senso mas principalmente no primeiro mês de vida deve-se esterilizar a chupeta pois o bebé ainda não tem grandes defesas) e é preciso substituir a chupeta conforme as recomendações do fabricante (mas normalmente a recomendação é de trocar ao fim de 3 meses). Não se deve mergulhar a chupeta em sumos ou doces... e acho que esta recomendação é mais para os nortenhos, LoL. Que têm/tinham a mania de mergulhar a chucha em mel e em aguardente! Qual micróbios qual carapuça, LoL.
E, claro, reduzir ou parar o seu uso até ao primeiro ano de idade, para depois não afectar os dentinhos.

Como em tudo, há vantagens e desvantagens, cabendo aos pais tomarem a decisão se querem ou não usar. Agora o que eu não percebo é o porquê de criticar os pais por usarem ou não. Se estiverem informados, a decisão é deles e acabou! Não acham?

26 de abril de 2018

Era uma vez uma livraria...



Neste momento na minha vida existe a altura pré-Kindle e a altura pós-Kindle, LoL. Como já tinha mencionado, com o eReader, tornou-se muito mais fácil (e barato) arranjar livros... para quem é Leitor(a) Compulsivo(a) sabe o quão importante isso é.
Contudo, antes de ter um eReader, era impossível pagar em média 20 euros por cada livro que quisesse ler. Então na altura para tentar acalmar um pouco a minha "sede" de livros ia à Biblioteca Municipal. E vocês pensam: coitadinha, andavas a ler livros mal-tratados e velhos como tudo. Por acaso não... fiquei bastante surpreendida mas tinha livros em bom estado, e até actuais.Até podia prolongar o livro que estivesse a ler por email!
Foi quando aproveitei e li os livros todos da Jane Austen, entre outros clássicos e aconselho-vos, caros Leitores Compulsivos, a visitar as vossas Bibliotecas Municipais. Depois digam-me se ficaram surpreendidos ou não. Ou se calhar já visitaram? Que acharam?

22 de abril de 2018

Olá papinha!


Eu sei que, mais uma vez, vou usar um cliché mas, mais uma vez, é a pura das verdades... O tempo passa a correr! Num momento estamos a ter a certeza que o Príncipe está a mamar em condições e noutro momento logo a seguir estamos a chorar de tanto rir das caretas que faz a comer as primeiras papas, LoL.
Parece mesmo que foi ontem mas a verdade é que o Príncipe já tem 6 meses! E, como é recomendado, já comecei a introduzir as primeiras papinhas. 

Hoje em dia a "moda" é o Baby Led Weaning (BLW) que tem como filosofia a exploração dos alimentos e o bebé alimentar-se a ele mesmo. Digo exploração dos alimentos pois é o contrário das tradicionais papas e purés, o bebé alimenta-se com a comida sólida, cortada em pedaços que sejam fáceis de agarrar. Além de que introduz-se tudo, em vez de uma coisa de cada vez.
Aqui no UK, neste momento, o BLW é o método aconselhado a todos os pais. Apesar de que em Portugal esta "moda" está a ganhar mais adeptos mas na verdade o método português ainda passa muito pelas papas e sopas passadas em quantidades precisas.
Quando estava a chegar a altura de dar de comer ao Príncipe, fizeram-me a pergunta: "vais fazer o método inglês ou o método português?" E é isso que vos vou contar neste post...

No caso do Príncipe tive que adaptar um bocado a introdução aos alimentos, devido ao nível alergénico. Eu tive alergias alimentares severas enquanto criança e apesar de que eu tinha a esperança que ele não tivesse alergias, infelizmente, não é o caso.
Outro ponto importante é que vou voltar ao trabalho daqui a 3 meses, por isso em 3 meses gostaria que o Príncipe conseguisse comer já várias refeições durante o dia, precisando apenas da mama de manhã e à noite.
Portanto, devido a isto tive que adaptar um bocado e decidi fazer 50/50 de cada método.

O método inglês apesar de ser muito interessante, pois o bebé vai literalmente descobrindo a comida, é um bastante mais lento. Além de que introduz-se tudo de uma vez...
O método português é demasiado rigoroso, tem que se dar 200 mililitros de papa nos 6 meses depois 150 mililitros de fruta... É um tanto quanto científico demais. 
Então o que decidi foi fazer os purés de legumes e fruta, introduzindo um legume ou fruta de cada vez estando em alerta (máximo) para qualquer reacção alérgica, não me preocupando demais com quantidades. Nem nós adultos temos uma quantidade em mililitros de comida quanto mais um bebé que nunca viu comida à frente a não ser o leitinho da mãe.
Mas deixando no final da refeição o Príncipe "brincar com a comida"... cozer umas cenouras, brócolos ou batata doce e deixá-lo explorar a textura dos alimentos (que muitas vezes acabam no chão, LoL).

Portanto, é esta a nossa receita 50/50. Oferecer as papinhas passadas, no início punha umas quantas colheres de sopa para ver a quantidade que ele comia, estando no normal dele de 3/4 colheres de sopa (de adulto)... Se por acaso não quer mais, não forço. Ou se quer mais, lá vai a vossa Soberana toda contente aquecer mais um bocadinho.
Oferecendo sempre a maminha no final pois nesta altura o leite materno é o alimento principal e daí que a introdução da comida, se chame alimentação complementar.
No final disto tudo... o que é imensamente engraçado é ver a carinha dos bebés a experimentar coisas novas. Acreditem, eu se me quero rir basta pegar no vídeo do Príncipe a experimentar cenoura pela primeira vez, LoL. E sim, também vou dar ao Príncipe limão e filmar para a prosperidade, ahahahah. 

Nós, pais, somos mesmo mauzinhos, LoL!

20 de abril de 2018

Along the way I had to sell my soul



I came to L.A. to make rock and roll
Along the way I had to sell my soul
I made some good friends that make me say
I really wannabe in L.A.

I took the time to get to Beverly
Laid some rockin' tape roll at 11AD
Alain and Natasha always make me say
I really wannabe in L.A.

I take the city in the dead of night
I'm burning gas until I feel alright
My sunset honeys always make me say
I really wannabe in L.A.

I came to L.A. to make rock and roll
Along the way I had to sell my soul
I made some good friends that make me say
I really wannabe in L.A.
I really wannabe in L.A.
I really wannabe, really wannabe, really wannabe in L.A.


Nota: uma das minhas favoritas dos senhores Eagles of Death Metal. Já conheciam?

18 de abril de 2018

Sleepsuits



Uma cena brutal que me apercebi que, comparando com Portugal, só existe no UK são os pijaminhas dos bebés que nas mãos têm um pouco de tecido extra que virando dá para tapar as mãozinhas deles sem precisar de luvas ou algo assim, de maneira a não se arranharem. O que foi perfeito pois o meu Príncipe não gostava nada de ter as luvas nas mãos, LoL.
Conheciam isto? Será que há pijaminhas em Portugal com este design e eu não vi ou não existe mesmo?

14 de abril de 2018

Anatomia de um emigrante


Como vocês sabem a vossa Soberana fez em 2018, 6 anos que se mudou para o UK de armas e bagagens. Ao longo destes anos fui escrevendo sobre o que é viver num país diferente, o que é ser bilingue, a diferença entre pessoal emigrante que veio viver ou sobreviver, entre muitas outras coisas... Mas apercebi-me que gostava de fazer um post mais abrangente sobre o assunto e por isso mesmo, aqui vai!

Acho que vou começar pelo mais difícil... as saudades. Mudar para o estrangeiro vai acarretar muitas saudades e até parece óbvio e lógico mas o que as pessoas às vezes não pensam é de que além das saudades da família e amigos, sentimos saudades de coisas, sítios e até (principalmente) comida!
Em contrapartida, ganhamos mais uma casa. Sim, porque apesar de para as outras pessoas parecer cliché a frase "home is where your heart is" para o pessoal que emigra é a mais pura das verdades. E é por isso que depois responder à pergunta "Onde é a tua casa?" se torna mais difícil: casa? qual delas?
As despedidas também se tornam mais fáceis pois além de se tornarem parte do nosso normal, as amizades intensificam-se tanto, quando visitamos como qualquer mensagem online trocada para manter a conversa em dia. Acabamos por também perceber que conhecidos há muitos mas amigos há poucos... Há pessoas que naturalmente vamos perder contacto pois as pessoas crescem, inevitavelmente vamos estar/ser diferentes mas os verdadeiros amigos tentarão sempre manter contacto.

Quando regressarmos para umas férias e matar as tão faladas saudades, é provável que comecemos a ver a nossa casa, cidade, país de maneira diferente. Temos outra percepção do mundo e outros conhecimentos, vendo assim a nossa casa, de origem, de maneira diferente. Principalmente quando mostramos, com aquele brilhozinho nos olhos, fotos aos locais, que ficam super interessados em conhecer, dando eles novas perspectivas também. E é mais ou menos assim que nasce o nosso part-time, LoL.
Uma coisa que nunca mudará é aquele sentimento de euforia quando recebemos uma encomenda com coisinhas boas do nosso país de origem. Sim, normalmente é quase sempre comida mas são esses miminhos que muitas das vezes aliviam os nossos cravings das mercearias portuguesas. Pois, isso é outra coisa que nos temos que adaptar: ir ao super-mercado e quase tudo (senão mesmo tudo) ser diferente!

No início, sentímo-nos como outsiders mas tudo bem, nós somos outsiders... Não sabemos totalmente os costumes, ainda nos estamos a habituar à nova língua (calão, provérbios, expressões, etc), entre outras coisas mas depois ao final de algum tempo a nos adaptarmos em vez de outsider tornamo-nos quase como num local. E na minha humilde opinião, acho que conforme nos vamos tornando cada vez mais num local e ao longo que o tempo passa, vamos começando a sentir cada vez mais a tão católica culpa. Sentimo-nos culpados por não conseguirmos ir a casa passar o Natal, não estar presente em aniversários, perder casamentos, etc. Contudo, isto tudo vai acontecer mesmo sem nós lá e temos que nos ir habituando que a vida não pára simplesmente porque não estamos lá.

Talvez seja por isso que os desafios que encaramos pareçam diferentes? Relativizamos tudo, talvez por termos passado por tanto e por vermos que agora as coisas importantes são outras. Outro cliché, eu sei, LoL. Mas a verdade é que acabamos por nos tornarmos mais confiantes. E mais cultos, também... afinal de contas acabamos por conhecer outras culturas, religiões, diferentes maneiras de viver e isso enriquece-nos como pessoas! 

12 de abril de 2018

PoTD: update 8

Ora cá estamos para mais um update ao desafio Photo of The Day, que tal como já tinha explicado antes, consiste em colocar no Instagram uma foto por dia: que vai desde as minhas aventuras pelo UK, como das viagens que fiz ou ainda dos meus guilty pleasures fotográficos e muito mais... Espero que gostem!




Nota: não tenho o meu Instagram público mas se me quiserem seguir basta adicionarem @her.royal.highness742.