20 de janeiro de 2020

Os nossos limites



Eu hoje venho com uma pergunta que pode ser difícil de engolir: se estiveres um amigo que falasse contigo como às vezes tu falas contigo próprio, quanto tempo permitias que essa pessoa fosse tua amiga?

Por mais boa vontade que a gente tenha, por mais amiga que tenha sido a pessoa... nós temos o nosso limite (e ainda bem) de como nós deixamos que os outros nos tratem.
Então mas porque é que somos tão críticos e tão impacientes connosco próprios?

Isto para vos relembrar de serem mais gentis convosco próprios e se que pedir ajuda não é sinónimo de fraqueza...

16 de janeiro de 2020

The bookmedia


Já disse várias vezes que encontrei a minha tribo quando entrei nesta comunidade fantástica. Mas... tal como muitos que também pertencem, se tentam falar sobre a mesma, a pessoas "de fora", acabamos por receber um olhar desconfiado pois não fazem ideia do que estamos a falar, LoL.

Para que é que serve? Muitas vezes perguntam. A verdade é que, na minha opinião, seguir bookbloggers, booktubers ou bookstagrammers, é como falarmos com um amigo nosso sobre livros ou até mesmo pedirmos sugestões para leitura. 
Eu ainda me lembro de quando ainda não estava nesta comunidade e pedia sempre aos meus amigos bookaholics, sugestões ou então ia aventurar-me para as listas do Goodreads (que era sempre um tiro no escuro, LoL). Porém, com os bookbloggers, booktubers, bookstagrammers e os demais, podemos seguir pessoas que já fizeram a triagem por nós!
Além de que acho que a transição desta comunidade para as redes sociais, foi super suave pois ler é uma actividade "solitária" e assim, podemos tornar esta actividade bem mais interactiva. E claro, quem é que não gosta de debater o livro que acabou de ler? Ou partilhar a sua opinião?

O problema, o grande problema, é que a vossa lista de livros para ler nunca mas nunca mais vai diminuir, LoL. E por isso mesmo, esta comunidade é brutal pois com as diferentes personalidades, imensa criatividade e, claro, uma quantidade astronómica de livros, o nosso amor pela leitura não só é alimentado como é celebrado!


Vocês ainda se lembram de como escolhiam as vossas leituras antes de entrarem neste mundo bookaholic online? Como faziam?

12 de janeiro de 2020

Sala de Cinema: The Matrix



Ora bem, todo o meu coração geek está a dar pulinhos enquanto estou a fazer a review desta trilogia. Só queria que vocês soubessem disso antes de começar, LoL.

Em primeiro lugar, vamos começar pela lista de pessoal envolvido. Como roteiristas e realizadores estão The Wachowski Brothers, que são ambas transgender. Depois como actores, temos todo um role de caras famosas, desde Keanu Reeves, Laurence Fishburne (imortalizando a personagem Morpheus), Hugo Weaving (que ainda hoje tentamos imitar a sua linha "Mr. Anderson"), Monica Belluci, etc. Apresentações feitas, vamos falar destes filmes!

Vamos por partes. Quero vocês tenham noção do furor que foi o primeiro filme desta trilogia. Foi lançado em 1999, que para quem se lembra, foi precisamente antes do millennium bug. Não sei se foi marketing ou se foi mero acaso o filme estar finalizado nesse ano mas se foi de propósito então foi golpada de génio.
Pois este filme, é um conto essencialmente de Ficção Científica, sobre a guerra da humanidade contra a sua própria criação, as máquinas e a inteligência artificial que evoluiu de tal ponto que se tornou a "espécie" dominante e vastamente superiores. Incluindo também algumas nuances mitológicas e teológicas, tornando-se assim bastante original.
Conhecemos então o Neo, um hacker, a quem lhe é dada a famosa escolha de dois comprimidos, levando-o para um caminho em que se junta com a resistência e entra numa luta épica contra as máquinas.

“You take the blue pill, the story ends, you wake up in your bed and believe whatever you want to believe. You take the red pill, you stay in Wonderland and I show you how deep the rabbit hole goes.”

Em estrutura, estilo e concepto, este filme foi um pioneiro. Marcou uma das primeiras vezes em que o estilo visual dos manga comics e anime, como Akira ou Ghost in the Shell, foi traduzido para filme live-action com sucesso! Com técnicas cinematográficas e coreografias brutais, tornando as sequências de acção simplesmente fantásticas e icónicas.
Não só ficámos com o queixo no chão enquanto o Neo se desviava das balas, como ficávamos a salivar por mais. Muita gente diz que os efeitos não são grande coisa mas pensem no que estava disponível na altura e apreciem o que estes filmes trouxeram para a evolução do cinema. São verdadeiramente incríveis!

Quanto ao segundo e o terceiro filme, na minha opinião já não são tão bons. Contudo, no segundo a personagem Trinity (uma personagem feminina) teve oportunidade para brilhar, o que era uma raridade na altura e as sequências dela a lutar, são simplesmente qualquer coisa!
O terceiro acabou por se tornar bastante previsível, porém acho que ficou bastante claro que os Wachowski Brothers deixaram um mega P.S. no final dos seus filmes, dizendo: párem um momento e pensem na vossa existência!

Ora bem, dito isto... como eu considero estes filmes bastante especiais, que tal eu deixar-vos umas curiosidades ou uns detalhes?

1 - O tom verde do filme e logo no início aquela cascada de caracteres, foi com intenção de ser parecido aos primeiros computadores monocromáticos. Ou seja, todas as cenas que se passam dentro da Matrix, têm a tonalidade verde (pois é uma realidade criada por computadores), enquanto que no "mundo real" a cor não tem essa tonalidade.
2 - Quando os Wachowski Brothers fizeram o pitching deste filme, eles mostraram precisamente o anime "Ghost in the Shell" e disseram que queriam fazer algo daquele género mas live-action. Daí várias cenas serem mesmo homenagens ao anime.
3 - Com certeza reparam que existem toda uma temática com espelhos. Frames espelhados ou através de espelhos... que chega ao detalhe do momento em que Morpheus oferece os dois comprimidos e a imagem de cada lente dos óculos é diferente pois são realidades diferentes! Mas toda esta temática dos espelhos é também incrivelmente captada na banda sonora!
4 - Há várias referências da religião cristã, uma delas é a Trinity (Holy Trinity/Divina Trindade) e no início é logo mencionado que o Neo é um Jesus Cristo.
5 - Contudo tem também referências a outras teologias, como por exemplo Morpheus é o deus grego do sono e dos sonhos e a oráculo é uma versão da deusa-oráculo Delphi (onde o motto dela aparece na casa da oráculo e tudo), entre outros.
6 - Sejamos sinceros, tudo que tenha artes marciais foi inspirado pelo Bruce Lee mas a verdade é que o coreógrafo das lutas quis mesmo homenagear este grande senhor do cinema nestes filmes. Não esquecendo numa das cenas de treino do Neo, onde aparece "Drunken Boxing" que é uma directa homenagem ao filme "Drunken Master" de Jackie Chan.
7 - Há toda uma menção de transgenders e identificação de género nos filmes pois quando os realizadores criaram The Matrix identificavam-se como Wachowski Brothers mas depois revelaram-se transgender.
8 - São mencionadas várias obras de diversos autores: "Simulacra and Simulation" de Jean Baudrillard (que o livro aparece logo no início do filme, que na verdade os Wachowski Brothers disseram a todo o elenco para ler); "Les Meditations Metaphysiques" de René Descartes (toda a filosofia da nossa vida ser na verdade uma grande ilusão); "Alice in Wonderland" de Lewis Carroll; "I Have No Mouth and I Must Scream" de Harlan Ellison; "Neuromancer" de William Gibson; obras de Immanuel Kant; entre muitos outros!


E vocês, já viram este filme? Se ainda não viram, vejam pelo menos o primeiro pois foi um grande marco do cinema! Para quem já tinha visto o filme... chegaram a reparar nestes detalhes todos?

8 de janeiro de 2020

Nascimento de um Leitor Compulsivo


Isto é uma das coisas que me consome um bocado como mãe, como já tinha mencionado no post O amor pela leitura. Neste aspecto, tenho tentado dar o exemplo, ler mais com e ao pé do Príncipe. Tento ler livros físicos pois ele é ainda bastante pequeno e vê o Kindle apenas mais um ecrã. 

Contudo é um pouco difícil de ler e prestar atenção com o Príncipe a correr de um lado para o outro, LoL. Porém, o assunto do post do hoje é a seguinte pergunta: Como nasceu o vosso amor pela leitura e pelos livros?

Se me perguntarem qual foi o meu primeiro livro, eu não vos conseguia responder. Se pensar bastante, lembro-me de ler os contos de H. C. Andersen, imensos livros "Uma Aventura" e depois evoluindo para Harry Potter, que foi a coleção que efectivamente que me colou para sempre aos livros.
Infelizmente não me consigo lembrar do início deste meu amor pelos livros mas fico imensamente feliz que o tenha pois com um livro nunca estamos só, proporcionando-nos diversas viagens e grandes aventuras. Não acham?

E vocês, lembram-se de como nasceu o vosso amor pelos livros?

4 de janeiro de 2020

Cenário



Em vez de um post sobre resoluções de Ano Novo, vou colocar-vos um cenário que se passa muitas vezes na minha cabeça... E se de um momento para o outro nós conseguíssemos mudar o que não gostamos em nós e nos tornávamos, aos nossos olhos, perfeitos.

O peso que achamos ideal; os olhos mudavam para uma cor da nossa escolha; tínhamos todo um 6-pack; o cabelo ficava mais encaracolado; etc. Com tudo isto e muito mais... acham que seríamos todos felizes? Ou que mesmo assim encontrávamos coisas novas para odiar, nunca assim ficando satisfeitos?

Sim, era o mais provável... por isso, tendo isto em conta, nas vossas resoluções incluam um pouco de amor próprio. 

28 de dezembro de 2019

Bridgertons series



“Love's about finding the one person who makes your heart complete. Who makes you a better person than you ever dreamed you could be. Its about looking in the eyes of your wife and knowing all the way to your bones that she's simply the best person you've ever known.”
The Viscount Who Loved Me

Já algum tempo que me queria lançar a ler romances de época e devido a várias recomendações, decidi começar por esta da autora Julia Quinn, que por acaso desconhecia.
Esta saga tem 8 livros (vá, 9 livros se contarem a novella) e, apesar de mais tarde falar de livro a livro pois cada um tenho uma opinião diferente. A verdade é que a autora inclui nestes livros sempre personagens ricas em detalhes e nos seus dilemas, com um sentimento de humor fantástico, notando-se também um cuidado de pesquisa sobre como a sociedade inglesa do século XIX funcionava na altura. 
Quando comecei a ler estes livros pensei "Romance de época com uma pitada de erotismo? Bem, isto é novidade!" mas a verdade é que é literalmente uma pitadinha, acabando por serem bastante suaves nesse sentido. Fazendo-me notar também as idades que a autora decidiu usar, que seria uma incongruência para a altura mas tendo em conta o público alvo dos livros, faz sentido. 

O primeiro livro, obviamente, é como que uma introdução a esta família e se vocês estão ambivalentes se vão ler ou não esta saga. Leiam apenas o primeiro livro e prometo que vão ficar viciados! Eu tive partes em que tinha que fazer uma pausa para me rir a bom rir, LoL.
O segundo livro já não gostei tanto como o primeiro, pois achei que faltava um pouco mais, aquele sentido de humor que me fez apaixonar pela escrita da autora. Contudo, neste livro gostei da menção dela sobre alergias, fobias e como eram retratadas na altura.
O terceiro livro pareceu-me uma adaptação do conto da Cinderela, por isso acabou por se tornar bastante previsível e acabei por não gostar tanto deste livro também.
O quarto livro é o desvendar de um grande mistério que vem desde o início da saga, o que me fez literalmente devorar este livro! Contudo, este livro relembra-nos também o papel da mulher na sociedade da altura e o quão limitadas estavam... deixando-nos uma perspectiva mesmo interessante.
O quinto livro começa logo a matar, LoL. Pensamos como é que as personagens vão conseguir resolver a situação, prendendo-nos assim à leitura. Este foi o livro que tive mais empatia pois tem uma evolução fantástica das personagens...
O sexto livro pensei que fosse mais pesado mas a autora decidiu manter a mesma leviandade dos outros livros... levantando a velha questão, será que um homem e uma mulher podem ser amigos?
O sétimo livro deixou-me excitadíssima pois era o livro da minha Bridgerton favorita e... não desiludiu! Com aquele sentido de humor brutal e com um pouco de mistério, este é de facto o meu livro favorito da saga.
O oitavo livro pensei mesmo que a autora não me podia surpreender mais... e eu estava tão enganadinha, LoL.

Em geral, aconselho vivamente esta saga. Sejam leitores assíduos de romances ou não. Só pelo desenvolvimento das personagens, os detalhes da época e o sentido de humor, estes livros valem bem a pena!

Já conheciam esta saga? Ou esta autora? Ficaram interessados em ler ou costumam ler romances históricos?


Nota: não se esqueçam de ver a review em vídeo no Instagram do Reino!