Gostaria de partilhar com vocês um pensamento que se me sucedeu quando estava a enrolar as pestanas para sair à noite. Sim, isto é normal em mim, ter estes pensamentos enquanto estou a fazer as coisas mais insignificantes, não se apoquentem.
Portanto, estava eu a pensar na Inquisição da Igreja Católica, que para quem não sabe era um tribunal eclesiástico destinado a defender a fé católica (coisa engraçada para se pensar enquanto se enrola as pestanas, não é? LoL). Uma das suas maneiras favoritas de “defender” a fé católica era colocar as pessoas a “Questão”, que basicamente consistia colocar as pessoas numa máquina de tortura onde as levantavam com os braços ao contrário. Supostamente, quem tivesse fé católica não teria dores e posteriormente os braços não partiam. Escusado será dizer que todos submetidos à “Questão” foram considerados culpados. Muitos deles com acusações do arco da velha sobre o pretexto da lógica da batata, matando milhares de homens, mulheres e crianças... E vou parar por aqui porque senão começo a divagar!
Não sei se vocês conhecem também a história da Condessa Elizabeth Bathory, que nasceu no século XVI na Hungria, sendo considerada, supostamente, uma das mulheres mais perversas e sanguinárias que a humanidade já conheceu. Isto porque a Inquisição assim o disse, sem provas e com testemunhas que beneficiariam com a perda de poder da Condessa (no mínimo conveniente).
O que é que a Igreja disse desta mulher? Que matou milhares de jovens, as drenava para a sua banheira e tomava banhos com o seu sangue para manter a sua beleza. Claro que a verdade agora não se sabe ao certo, no entanto, uma das lendas na Hungria é que a Condessa injustamente condenada, tinha era conhecimentos a nível da acção curativa das ervas, tratava os criados e súbditos, e utilizava esse conhecimento para si própria, tomando banhos com infusão de ervas que davam uma coloração avermelhada à água.
Neste momento vocês estão a pensar: o que raio ela quer dizer com a Inquisição e a Condessa?! Ora bem, com a história lançada pela Igreja dos supostos crimes sangrentos da Condessa, criou-se assim a grande lenda popular do vampiro Drácula. Lançando, depois deste grande vampiro, um género literário próprio!
O meu raciocínio é: se a Inquisição da Igreja Católica não tivesse existido ou não tivesse lançado a história da Condessa, não existiam vampiros, por fim, não existia o Twilight!!!
Potente.