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4 de julho de 2018

My life is a lie


Aquele momento fantástico em que a minha Mãe vê-me a passar roupa a ferro e temos a seguinte conversa:

Mãe - Porque é que passas a roupa do avesso?
Eu - Como assim? Foste tu que me ensinaste...
Mãe - Ai fui? 
Eu - Tu não passas do avesso?
Mãe - Não, não passo... 
Eu - Então porque é que me disseste para passar do avesso?
Mãe - Provavelmente disse-te do avesso que era para não estragares a roupa.

A minha vida é uma mentira, LoL.

2 de maio de 2018

Pintarolas & Smarties


Não me recorda se alguma vez mencionei isto no Reino mas o Mais-que-Tudo cresceu em Macau. Nasceu em Trás-os-Montes e com menos de um ano a família emigrou para Macau enquanto ainda pertencia a Portugal e regressou quando deixou de o ser, ou seja, quando já estava na adolescência.

Portanto, é normal que lhe tenha escapado certas coisas que para nós que crescemos em Portugal. Uma dessas coisas foi uma coisa tão simples como as Pintarolas.
Na primeira vez que falei nas Pintarolas, o Mais-que-Tudo corrigiu-me, dizendo Smarties. Eu disse: "Não. Estou a falar das Pintarolas... a versão portuguesa dos Smarties."
Ele não se acreditou, dizendo que estava a inventar, LoL.

E vocês? Lembram-se das Pintarolas? Ajudem-me a provar-lhe que eu não andei a sonhar, LoL.

26 de março de 2018

Pijama de ir comprar o pão



Ora bem, isto tudo começou quando ainda vivia com os meus pais, naquela altura na vida exaustiva de uma rapariga, quando tentamos estar sempre apresentáveis... até mesmo quando vamos dormir!

A certa altura quando íamos comprar pijamas e eu escolhia um mais bonitinho, os meus pais diziam sempre: este pijama é tão giro que até podes ir comprar pão com ele e as pessoas nem sabem que é um pijama!

É uma coisa que dizemos tanto, que até o Mais-que-Tudo já fala nos pijamas de ir comprar o pão, LoL.

E vocês? Também têm pijamas todos pipis?

7 de fevereiro de 2018

Um maço valioso


Não me recorda se alguma vez mencionei isto aqui no Reino mas o meu Pai nasceu e foi criado em Moçambique. Vindo para Portugal apenas devido ao 25 de Abril... aliás aqui em casa brinca-se que se não fosse o 25 de Abril, os meus pais não se conheciam e nós muito provavelmente não existíamos.
Então, é normal o meu Pai contar imensas histórias de Moçambique: coisas que costumava fazer, brincadeiras que inventava, os amigos da vida airada, a sua antiga casa com uma bananeira no quintal, o cão que atropelava pessoas... entre muitas outras aventuras.

Contudo, a que vou contar hoje foi num momento da vida dele em que nem consigo imaginar o que sentiam. Não sei se têm esta noção mas quando o 25 de Abril aconteceu, nas colónias os portugueses sofreram bastante perseguição, muitos abusados, vendo os seus bens retidos ou roubados e muito mais. Ou seja, além de serem expulsos dos seus lares, muitos foram para Portugal com a roupa do corpo ou pouco mais.

Esta história conta como é que o meu Pai conseguiu levar um pouco dos bens da minha família para Portugal. Como expliquei, devido à perseguição que foram sujeitos, o meu Pai e os meus avós tiveram que sair de Moçambique o quanto antes. Graças a outros familiares, os meus avós conseguiram trazer para Portugal algumas coisas da casa (móveis, fotografias, etc) num barco e o meu pai ia ter com eles de avião uns dias depois. Nos dias em que esteve sozinho, viu o início da destruição. Lojas pilhadas, casas a arder, edifícios vandalizados... provavelmente devido a ter visto o "início do fim", é por isso que nunca mais quis voltar. Diz ele que prefere manter as memórias douradas da sua terra natal, linda e esplenderosa.

Numa tentativa de levar um pouco do dinheiro que tinham no banco (que o meu avô trabalhou arduamente para o ter), o meu pai foi a uma Ourivesaria e comprou uns fios de ouro. Peças de joalharia que se a pessoa estivesse a usar, eram das poucas coisas que quando passavam na segurança do aeroporto, não era confiscadas. Dinheiro na mala ou carteira? Confiscadíssimo. Até volumes de tabaco! E vocês perguntam: então mas o dinheiro era deles, porque é que confiscavam? Pois... infelizmente essa altura não foi muito justa para com as pessoas que viviam nas colónias e os "locais" consideravam que o dinheiro (ou quaisquer outros bens) dos portugueses, lhes pertenciam.

Portanto, com um par de fios de ouro, tinha o resto do dinheiro para tentar trazer... o que é que o meu pai fez? Pegou no maço de tabaco que tinha, tirou metade dos cigarros e colocou-os de lado. No espaço dos cigarros, com a paciência que só o meu pai sabe ter, enrolou as notas de tal maneira que ficavam do tamanho dos cigarros. Fez isso a várias notas e meteu no maço aquilo que conseguiu. Fez a mala, colocou roupa e outras coisas que possivelmente não seria confiscadas... e colocou o maço precioso onde? No bolso da camisa que estava a vestir!
Sim meus caros súbditos, o meu pai levou uma fortuna ao peito e à vista de todos! O maço estava visível e sendo um daqueles maços em que se abre só num lado, o que se via eram os cigarros que o meu pai manteve na parte da frente. Na segurança do aeroporto, onde as pessoas que estavam a confiscar os bens (com metralhadoras para impor respeito), revistaram o meu pai, deixaram passar os fios e, depois de inspeccionar a mala, o segurança aponta para o maço de tabaco. O meu pai depois de ter visto tantos volumes de tabaco a serem confiscados, diz isto:

"É tabaco para aguentar a viagem." - pega no maço, agita para sair um cigarro e aponta para o segurança. "Queres um?"

O segurança diz que não, que não fuma e deixa passar o meu pai! Parece impressionante mas a história não acaba aqui... Já no avião, uns senhores sentados ao lado do meu pai, começam a abrir as malas e a tirarem a pasta dos dentes. 
Ora bem, naquela altura a pasta dos dentes vinha numa embalagem de um certo metal e dava para abrir no fundo. Então, abrem o tubo da pasta dos dentes e começam a tirar pedacinhos de plástico de dentro, que o meu pai repara que continham notas dobradas lá dentro. O senhor que estava nestes preparos vira-se para o meu pai e diz que aquela maneira foi o que lhe ocorreu para tentar levar algum dinheiro com ele, enquanto que o volume de tabaco acabou confiscado.
Ao qual o meu pai, muito calmamente, tirando o maço de tabaco do bolso frontal da camisa, abre-o, tira o dinheiro enrolado e oferece uns cigarros ao senhor.

"Epá, como é que não me lembrei disso!!"

O meu pai diz sempre: "Vocês deviam ter visto, o senhor tinha as mãos cheias de pasta dos dentes e a cara dele disse tudo! Além de que nunca viajei num avião com um cheiro tão intenso a mentol, Lol."

4 de junho de 2017

Já está na altura de mudar...


Este post provém depois de ler o post da M. sobre as desigualdades entre os dois sexos... a crença de que a mulher tem que fazer tudo em casa e o homem senta-se quietinho no sofá. Nos dias de hoje isso é uma antiguidade pois num casal ambos trabalham e a casa é responsabilidade dos dois.

Contudo, quero contar-vos um exemplo prático que isto ainda existe. Como vocês sabem o Puto já é maior e vacinado... enquanto os meus pais nos vieram visitar aqui ao UK, o Puto ficou em Portugal pois tinha frequências e aulas. Ao qual a minha tia, que também nos veio visitar perguntou à minha mãe, muito preocupada: 
- Então e o Puto, ficou sozinho?! Então mas quem é que vai cozinhar para ele? Vai passar fome!
Ao qual eu muito indignada pergunto:
- Que eu saiba o Puto não é nenhum aleijadinho... 

Quando eu tinha que ir para estágios ou quando tu sais de casa para ir estudar fora ninguém se preocupou que ia passar fome, LoL. Acho que fazem os homens mais idiotas do que o são...

O que acham? Acham que isto já quase não existe ou também têm histórias destas? Força, contem aqui à soberana!

10 de maio de 2017

O registo



Eu devo mencionar que só estou a contar esta história devido à Words à la Carte, que sugeriu que fizesse este post.

Esta é a história do meu nome, mais precisamente do meu segundo nome... Quando os meus pais souberam que iam ter uma menina, nem precisaram de discutir nomes pois já estava escolhido: C. para primeiro nome e único, não ia ter segundo nome pois o primeiro bastava, de tão invulgar que era. Portanto, era esse o plano... Até que o meu pai foi-me registar com familiares, incluindo a minha tia/madrinha, que diz: "Aaaah, só C.? Não... tens que colocar um segundo nome!" E, foi isso mesmo, meteram um que soasse bem e o escolhido foi Isabel.
Quando o meu pai levou o registo à minha mãe (antigamente, os pais iam registar pois as mães ainda estavam no hospital), muito orgulhoso de si próprio, a minha mãe dá uma vista de olhos ao registo e diz: "E que bela merda que tu fizeste!" 
Portanto, é preciso duas coisas ficarem claras... A primeira é que a minha mãe não diz asneiras, há toda uma proibição de dizer asneiras lá em casa, logo estão a ver a seriedade da coisa. Pois Isabel é nome que ela mais detesta (sempre detestou e o meu pai sabia disso) e, por acaso, tem a sua razão porque aqui em Trás-os-Montes a forma como o pronunciam é... serrano seria um eufemismo. Nas aldeias então é simplesmente atroz, além de que não foi o que os meus pais combinaram (bem antes dos 9 meses em que a minha mãe esteve grávida) e não tem significado nenhum, foi escolhido simplesmente porque soava bem.
Quando fiz 18 anos, informei os meus pais que ia mudar o meu nome. Que ia eliminar o Isabel... Ora pois, a minha rica mãe proibiu-me porque (e isto é 100% verdade): queria matracar a cabeça do meu pai até morrer.

Há pessoal que guarda rancores e depois há a minha mãe, LoL.

12 de março de 2017

Laundry


Aquele momento que peço ao Mais-que-Tudo, que está de folga, para estender a roupa e ele me manda esta foto... LoL. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência!

4 de março de 2017

As discussões cá de casa



Todo o casal discute, ponto final. Não me venham com "a gente é todo um mar de rosas, não discutimos nem sobre o papel higiénico" (Ai vocês estão a rir-se? Experimentem ter um Enfermeiro Endoscopista em casa, que o papel higiénico torna-se tema de conversa, LoL). Qualquer casal, discute... e eu e o Mais-que-Tudo não somos excepção. 

Então e que tipo de discussões há cá em casa? No outro dia, passamos o almoço a discutir que o actor que aparece como Flash no Suicide Squad, não é o mesmo que aparece no Batman vs. Superman, enquanto que ele dizia que era o mesmo. O que para resolvermos o assunto, o IMDB não chegava, então vimos os dois filmes durante a tarde, para tirar as teimas.
Mas quem diz discutir sobre filmes da DC, diz discutir sobre a timeline da Marvel. Sim, porque raios é que as Infinity Stones não são uma prioridade, hein?! Hein?! 
E pronto, é isto, LoL. 

P.S. - Quanto à discussão do Flash, concordamos que nenhum tinha razão pois apesar de efectivamente ser o mesmo actor. Ele no Batman vs. Superman à conta dos efeitos especiais nem parece ele, está mesmo irreconhecível ao olho destreinado... Caso queiram saber, LoL. 

20 de janeiro de 2017

Conversas à mesa: o update, parte 4

Aqui vão mais umas "Conversas à Mesa" partilhadas no facebook do Reino:




O canal Hollywood está com uma maratona de filmes clássicos da Disney... está na hora do Bambi e a conclusão é: 
Disney, a criar vegans desde 1938!



Puto: preciso de papel vegetal para fazer a torta... 
Mãe: olha por acaso não tenho em casa, pede ao Pai para ir comprar. 
Puto: ó Pai vai comprar papel vegetal de culinária se faz favor! 
Eu: mas que outro papel vegetal conheces? 
Puto: o das mortalhas, duh! 
LooooooL

14 de dezembro de 2016

Conversas à mesa: o update, parte 3

Ora bem, estas não são bem bem umas Conversas à mesa... são mais a "azelhice" da vossa soberana, LoL. Mas decidi partilhá-las na mesma no facebook do Reino:


Está a vossa Soberana a ver um filminho para relaxar, nomeadamente o fantástico "The Rocky Horror Picture Show", depois de um fim-de-semana e segunda-feira de muito trabalho... 
Ao qual a vossa Soberana pensa, quando vê o Dr. Frank-N-Furter:

- Então mas pera lá... eu não me lembro do Freddy Mercury entrar neste filme...

*Pesquisa no IMDB*

- Ah... o actor é o Tim Curry. Hmmm... Se calhar é melhor ir dormir.

LoL

Em conversa com a Afal (a autora do blog "Fénix Renascida") sobre a Black Friday:
Afal: Olha eu comprei uma varinha mágica :D
Eu: A sério?! :o
Afal: Ah sim... andei a remoer o dia inteiro e acabei por comprar uma :)
Eu: Qual é que compraste? :o
Afal: Uma Braun.
Eu do outro lado quase a chorar de tanto rir pois pensei que a Afal estava a falar duma varinha de Harry Potter e não de um electrodoméstico... #geekproblems LOOOOOOOL


P.S. - não se esqueçam de fazer um likezinho na página do Reino pelo mundo encantado do facebook, sim?

4 de outubro de 2016

Fases da vida


Pode parecer um pouco cliché mas, a pura das verdades, é que passamos por várias fases da vida... Uma delas é quando temos que ligar à nossa mãe para aprender a lavar a roupa ou a mexer com a máquina.
Isso já aconteceu com o puto pois os nossos pais foram de férias no seu aniversário de casamento e ele chegou a um ponto em que tinha que necessariamente lavar roupa, LoL. Ó para ele todo crescido!

22 de setembro de 2016

Conversas à mesa: o update, parte 2

Ora vamos então fazer um update às Conversas à mesa, que vou partilhando no facebook do Reino:

Na hora de ver um filme em família, eu pergunto se querem ver o "Batman vs Superman", ao qual o Pai diz:
- Batman contra o Superman, um contra o outro? Naaa, eu não quero ver um filme de homens a lutar de collants e com as cuecas de fora...
Depois ri-se da própria piada até que a Mãe interrompe a sua felicidade:
- Tu disseste isso e pensaste: nem acredito que tive uma saída tão inteligente!
BURN! LoL.


Aquele momento em que o Mais-que-Tudo me olha de cima a abaixo e diz:
"Estás um espantalho... um espanto do caralho!"Tem calma coraçãozinho, LoL.


Aquele momento fantástico quando o puto me pede para ouvir uma música que ele não tenha ouvido há algum tempo. Então coloco esta... ao qual ele diz: "Ena, que fixe música do século XX!"
Credo, como estou velha... LoL

24 de agosto de 2016

Conversas à mesa: o update

Ora vamos então fazer um update às Conversas à mesa, que vou partilhando no facebook do Reino:

Na hora de ir buscar as malas, no mesmo tapete e ao mesmo tempo, estavam a chegar malas de outro voo que veio de França. Contudo, não sabíamos se as malas que estavam a chegar eram do nosso voo ou não...
Ao qual o Mais-que-Tudo diz: sabes como é que eu sei que estas malas vieram de França? 
Eu: como? 
Mais-que-Tudo: porque só se vê grandes malas... cheias de ilusões e esperança. 
DAMN SON! 


Eu e o puto estávamos a falar sobre o facto do "Pokémon Go" já estar disponível em Portugal. Até que a Mãe intrigada, pede para a gente explicar o que é esta nova loucura...
Nós explicamos, ao qual a Mãe diz: - Aaaaah, que giro! Mas vá, desde que não chores desalmadamente como a tua irmã quando o "Tamagotchi" dela morreu... tá tudo bem. Oh Mãe, isso não era preciso divulgar!!
P.S. - obviamente, o Puto estava a rebolar no chão... a chorar... de tanto rir.


Numa daquelas visitas obrigatórias à esteticista, decorreu esta conversa...
Esteticista: a menina foi apanhar sol?
Eu: não... tenho é um bronzeado um bocado à trolha porque fui fazer uma caminhada nas montanhas. Esteticista: ah não me diga que foi fazer uma daquelas caminhadas nocturnas na montanha! Pois é caros súbditos, neste verão cuidado com o sol da meia-noite! Lol



18 de agosto de 2016

Esta é a nossa história e o caminho dele...


Já não é a primeira vez que tenho a ideia de escrever sobre este assunto em particular... mas talvez porque sentia que não era minha história para contar, fui sempre deixando de lado. Até que li o fantástico post da Há Pêssegos na Lua, que me deu o empurrão necessário.

O meu irmão tem dislexia. 

Acho que nos dias de hoje toda a gente sabe ou pelo menos tem uma ideia do que é a dislexia, por isso não vos vou maçar com definições, contudo, quando o meu irmão foi para a primeira classe não havia tanta informação, isto é, há quase 20 anos atrás...

Por isso, obviamente que o puto teve problemas quando foi para aprender a ler. Ele sabia as letras, sabia os números todos mas ler, está quieto. Tendo em conta que a professora dele era uma recém-licenciada seria de esperar que estivesse mais susceptível a estes casos. Não, meus caros... porque as crianças conseguem ser cruéis mas os adultos são bem piores. Não contente com o facto de obviamente o meu irmão ter dificuldade em ler pois em todo o resto, ou se lhe lesse as perguntas, ele sabia tudo e mais alguma coisa. Ela fazia questão de, na aula, em frente aos coleguinhas dele, de dizer que só não sabia ler quem é burro, entre outras coisas deploráveis que não se devia dizer a um adulto, quanto mais a uma criança de 6 anos. 
Lá passou o primeiro ano pois a professora dizia que ele devia ter um atraso qualquer e acho que o passou por pena, em vez de saber ao certo o porquê de o miúdo não conseguir ler ou escrever, mas sabia as respostas se ela lhe perguntasse. Durante este tempo, o puto vai cada vez mais tornando-se introvertido e taciturno, totalmente o contrário da sua personalidade.

No segundo ano, já era esperado que ele conseguisse ler e escrever. Magicamente um verão ele ia aparecer na aula de sua excelência, a saber tudo aquilo que ela não conseguiu ensinar... Chegar da escola e fazer os malditos trabalhos-de-casa, tornou-se numa odisseia, em que envolvia a nossa frustração, o meu irmão a chorar, stress, exaustão de ambos os lados e os TPC terminados por volta sempre da meia-noite. Obviamente, as coisas chegaram a um ponto em que os miúdos já faziam pouco do meu irmão, o tratamento da professora além de se manter ficou pior. 
Foi num acumular de coisas que os meus pais decidiram levar o meu irmão a um psicólogo pois os níveis de stress estavam nos píncaros e o miúdo estava a entrar em estado depressivo...

Foi então diagnosticado como disléxico profundo. Isto trocado por miúdos, só para terem uma ideia, a especialista avisou os meus pais que não sabia se ia conseguir colocar o meu irmão a ler e a escrever. Tenho, também, que salientar que as primeiras sessões da especialista, tiveram que ser a trabalhar a auto-confiança do meu irmão, estava mesmo em estado depressivo, achava-se burro e um inútil, quando, na verdade, tem inteligência acima da média.

Chega o fim do segundo ano e a especialista aconselha os meus pais a chumbarem o puto, devido a enumeras coisas, era a coisa mais acertada a fazer. Os nossos pais falam agora que se soubessem tinham logo levado à especialista na primeira classe e o tinham chumbado logo na altura... mas não sabíamos, não havia tanta informação como há agora e nós sabendo a inteligência do meu irmão, bem que coçávamos a cabeça não percebendo ao certo o porquê de ele não conseguir ler e escrever.
Sempre com sessões intensivas e o nosso apoio, aliados uma nova professora (que ensinava há mais de 20 anos), novos colegas, um novo começo... o puto começa a ler e a escrever! 
As notas reflectem aquilo que ele sabe, aquilo que ele estuda, os testes são adaptados para ele, a professora exalta-o em frente à turma quando ele é um dos melhores a matemática! A confiança aumenta, aos poucos volta a ser a criança extrovertida e tagarela que era antes.

Até à altura do secundário, foi sempre uma batalha, conseguir que as pessoas e certos professores percebessem que dislexia não era sinónimo de atraso. Depois houve uma explosão de notícias sobre o assunto, mais estudos divulgados e as pessoas passaram a estar informadas... Mesmo assim, o mal já estava feito, não é?

Houve pessoas que chegaram a dizer ao meu irmão que ele nunca iria conseguir chegar à universidade, que se dedicasse a um curso técnico ou que fosse para as obras pois a inteligência dele não dava para mais... Mas sabem a melhor? O puto foi para a Universidade, sim. Entrou com todo o mérito dele, está a acabar Informática e a fazer, orgulhosamente, o manguito a todas as pessoas que disseram que ele não seria capaz! 

8 de agosto de 2016

Come here, bichano!


No nosso número 4, os nossos vizinhos do lado são ingleses (numa situação normal não era importante eu referir isto mas já vão perceber, lol) e têm dois gatos: um siamês e um persa. São lindos e super meiguinhos, que os vizinhos soltam se tiver bom tempo no jardim para eles vaguearem um bocadinho, então claro que aparecem no nosso jardim muitas das vezes. Nada demais e eu adoro porque aproveito para fazer umas festinhas e tal...

Numa dessas vezes, estava a fazer festinhas ao siamês e o maroto do persa passa por mim, entra casa adentro, LoL. O que despoletou a seguinte situação, tendo em conta que o persa tem pêlo para dar e vender, não queríamos que ele vagueasse pela casa a largar peladas, então pedi ao Mais-que-Tudo que o apanhasse ou que o mandasse de volta para a porta, enquanto que eu impedia o siamês de ter a mesma ideia.
O que sucedeu foi o Mais-que-Tudo a falar inglês com o gato e a falar em português comigo ao mesmo tempo:
"C. para onde é que ele foi? Where are you kitty? Come here kitty... Foi para o quarto? Come on kitty, let's go outside. Go on. Ele já está a ir, C.!"

Foi simplesmente a cena mais hilariante de sempre e eu que quase tive um ataque de asma de tanto rir, LoL.

26 de julho de 2016

A saga das ameixas


Enquanto estávamos a fazer o trail PR3, a família lembrou-se de um episódio do puto (que aconteceu durante a estadia dele nos Escuteiros).

Consiste o puto a fazer das dele, obviamente LoL. Pois lá estava ele numa tarde de verão a fazer uma caminhada com os escuteiros e quando digo caminhada, refiro-me a eles serem largados no meio da serra, tendo que voltar a um ponto X através de mapas e bússolas. Com o seu equipamento e com o cantil, quando acabasse a água, lá tinham que encontrar um ribeiro ou uma nascente para encher.

Portanto, já estão a ver o cenário. O puto "perdido" no meio da montanha com o colega, já não têm água no cantil e estão 40 graus à sombra... Obviamente está cheio de sede mas a parelha quer é chegar ao ponto de encontro primeiro, qual demonstração de supremacia masculina. Então em vez de procurar um ribeiro ou outra fonte de água, decidem recolher ameixas numa árvore que encontraram a meio do caminho.
É importante referir que as ameixas estão quentes e que eles apanharam mesmo muitas... pois o pensamento deles foi: se não vamos procurar água, vamos obter água de outra forma, que vem da fruta (o que até nem é um mau raciocínio).
Coitadinhos, LoL. Como estavam cheios de sede, comeram uma quantidade astronómica de ameixas e... ficaram com uma semelhante caganeira, que durou dias!

Então, obviamente, que de cada vez que o puto disse: "tenho sede" ou "quem tem água?". A gente respondia: "Come ameixas!!!"
Amor de família é isto, LoL.

10 de julho de 2016

Fobias


Mencionei há uns tempos, a fobia da minha mãe das trovoadas. Para que saibam, uma fobia é um medo irracional  ou medo extremo de qualquer coisa... A minha mãe é trovoadas, o meu irmão é abelhas (é tãaaaaao fixe ver o puto virar de gajo-cheio-de-swag para uma menina a guinchar histericamente em 3 segundos, LoL) e eu é mimos (sim, eu estou a admitir isto... e sim, eu sei que é irracional mas mimos, daquele povo com a cara pintada e faz palhaçadas à tua frente, deixa-me congelada até ao tutano). Acho que os únicos que se safaram foi o meu pai e o Mais-que-Tudo.

Agora, vocês perguntam: "Mas ó C., então mas como é que sobrevives na Comic Con com o povo todo cheio de tinta na cara e mascarados?" Excelente pergunta, LoL. Não sei, talvez porque a Comic Con é um ambiente tão específico e como não são pessoas random vestidas de mimo ou palhaços mas sim personagens de livros, mangas, filmes, séries, comics, whatever... Sobrevivo, LoL. Se bem que não sou muito fã de furries, mas isso é história para outra altura. 

E vocês? Qual é a vossa fobia? Aquele medo que vocês não conseguem explicar e sabem perfeitamente que é irracional?

16 de maio de 2016

Aquele momento...


... em que me comporto como uma criança, é quando há trovoadas! 

Porquê? Perguntam vocês e muito bem... Porque eu, simplesmente, a-d-o-r-o uma bela trovoada. Fico completamente em êxtase, com o brilho do relâmpago e com o som do trovão!

Porque é que me comporto assim quando há trovoadas? Epá, vocês hoje é só perguntas pertinentes, LoL. Na verdade, não sei bem, simplesmente adoro o espectáculo mas acho que em parte, tem haver com o facto de a minha mãe ter uma pequena fobia por trovoadas. 
Chega ao ponto de se esconder debaixo da mesa, com as mãos na cabeça e grita histericamente quando um relâmpago aparece. Não há explicação para isto, ela não tem trauma nenhum e ela própria sabe que é irracional... mas isso não impossibilita o facto de eu e o meu irmão gozarmos com ela, LoL.

Quando estava em Portugal. se houvesse alguma trovoada na Bila (que ainda são bastantes), se não estivesse com a minha mãe, a primeira coisa que fazia era ligar-lhe. E vocês pensam: "Ohhh, que fofinha! Que filha tão cutxi-cutxi!" Desenganem-se porque tanto eu como o meu irmão ligávamos-lhe para gozar com ela, LoL. É uma tradição nossa, vá.
Aliás, chegou ao ponto de eu estar já no UK, o meu irmão me mandar uma mensagem a dizer que havia trovoada na Bila e eu ligar à minha mãe a gozar com ela: "Então mãe, já estás debaixo da mesa?" LoL


P.S. - Para aqueles que vão começar com "não devias gozar com a fobia das outras pessoas", só fazemos isso com a minha mãe para a distrair. E não tenham pena dela porque ela depois vinga-se à bruta, LoL.

28 de fevereiro de 2016

Ovos Kinder


Agora que estamos a caminho da Páscoa, gostaria de vos contar uma daquelas situações, que já era tradição quando eu e o meu irmão éramos pequenitos.

Portanto, quando éramos pequenos e, principalmente, na Páscoa quando nos ofereceriam ovos Kinder, tanto dos pequenos como dos grandes. Primeiro, havia logo um grande suspiro da nossa parte porque já sabíamos o que vinha aí... De seguida, qual Coelhinhos da Páscoa, escondíamos os ovos.

Agora vocês pensam, credo aquelas crianças tinham um auto-controlo de aço! Não, meus caros súbditos. Ou era escondê-los com eficácia ou então não éramos nós que os abríamos e, principalmente, não éramos nós que montávamos os brinquedos porque  o nosso querido pai, que sempre foi mais criança que nós, adorava montar os brinquedos da Kinder.
A nossa mãe ralhava com ele pois quando éramos mesmo pequeninos, não lhe perdoávamos e fazíamos uma birra monumental. Porque privar uma criança de toda a experiência do ovo Kinder é quase como lhe dizer que o Pai Natal não existe (crianças, isto é uma situação hipotética porque há pais mesmo malvados e gostam de mentir aos meninos)! Só que ele simplesmente não se conseguia controlar, LoL.

Então mesmo com os ralhetes da nossa mãe, ele não mudava, por isso ela mudou de táctica e ajudava-nos a esconder para que depois a gente conseguisse abrir os ovos Kinder quando o nosso pai não estava em casa!

Às vezes, na brincadeira dizemos ao nosso pai que temos evidências para chamar a Segurança Social, então ele ao perguntar quais são as tão prometidas evidências, a gente respondia: a montanha de brinquedos Kinder que deves ter escondido nalgum canto da casa!!