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5 de maio de 2023

Wrap-up do mês

 


Eu li zero livros este mês.

Eu sei que para muitos leitores, eu incluída, o quanto se lê é uma boa indicação de como está a nossa saúde mental. 

Mas desta vez, a razão pela qual eu ando a ler quase nada é por outros motivos maiores, mas bons. Durante este par de meses, estive a preparar-me para concorrer para uma nova posição no trabalho, que envolvia ler artigos, directrizes, entre outras coisas que infelizmente não podia incluir no Goodreads como não-ficção.

Tudo por uma boa causa. Tudo por tentar subir na carreira, por uma vertente pela qual sou apaixonada... 


E consegui!!


Quando olho para os meus desafios passados do Goodreads, consigo ver quando estive menos bem e quando foi um período mais negro, na minha vida. Desta vez não! Eu sei que nos próximos tempos não vou ter grande cabeça para ler mas também sei que futuramente, vou olhar para a quantidade diminuta de livros lidos e me vou lembrar no quanto me empenhei nesta altura.

Eu li zero livros este mês... e estou super feliz por isso. 


P.S. - esse cartão super fofo, foi a minha nova chefinha que me ofereceu!

25 de fevereiro de 2023

Livros para me chatear


Não sei se isto é uma particularidade da soberana deste Reino mas eu tenho livros nas minhas estantes e na minha TBR que eu tendo a "adiar". E vocês perguntam, adiar como assim? Nãi é bem, bem evitar esses livros. É mais "eu sei que me vou chatear ou ficar fula, por isso vou deixar para um dia mais apropriado".

Ou seja, quero muito ler esses livros mas eu sei que vai significar mergulhar no lado negro da humanidade ou deparar-me com assuntos difíceis.

Vou dar alguns exemplos. Como o "1984" ou o "Animal Farm" de George Orwell. Ou de Margaret Atwood, o "The Handmaid's Tale". De Art Spiegelman, o "Maus". Também o livro "Invisible Women" da Caroline Criado-Perez. De Laurent Binet, o "HHhH". Mais o "Night", de Elie Wiesel. E devo ter mais mas assim de repente, são estes que estão na minha mente. 

A literatura é para entreter sim mas também serve muitas das vezes para começar discussões, debater assuntos importantes ou até mesmo para nos deixar desconfortáveis aquando deparados com as injustiças do mundo. 

Vocês também têm livros assim? Quais são?

31 de janeiro de 2023

Uma surpresa livrólica



 

Ora bem, este livro foi-me oferecido pelos meus pais. Que inicialmente me deixou um pouco surpresa pois não costumo ler muitos thrillers... Contudo, quando fui ao final do livro, lendo a descrição sobre a autora, percebi muito bem a ideia dos meus pais! 

Um thriller escrito, especificamente, por uma psicóloga especializada em violência, re-vitimização e trauma, seria efectivamente um livro que eu ficaria interessada em ler. Por isso, acabou por ser uma prenda que me deixou super entusiasmada para começar a ler! 

Conhecem este livro ou a autora? Já leram? 

21 de janeiro de 2023

The Lord of the Dreaming

 


Ora bem, tenho que dizer que a culpa desta colecção é da @thephoenixflight pois num outro Natal ofereceu o primeiro volume de "The Sandman" e depois claro, tinha que os ter todos. Estão a ver? A culpa é dela...

Por isso, neste Natal o meu marido decidiu ofereceu-me metade da coleção e eu, aproveitando a onda, ofereci, a mim própria, a outra metade! Adicionando também o livro da personagem Death, que é simplesmente a minha favorita.

Eu já tinha lido até ao terceiro volume e estou mortinha para continuar! E vocês, conhecem esta BD? Ou viram a sua adaptação em série? Já agora, para os fãs de Sandman, gostaram da adaptação?


19 de novembro de 2022

A evolução do BookMedia, parte 2

 


Outra evolução, nestes quase 4 anos, que me deixa sempre de sorriso nos lábios é a forma de como a literatura está a ser consumida. 

Quando eu entrei para o BookMedia e explicava que tinha um e-reader, a resposta era automaticamente de renegação. Era uma blasfémia para os deuses da literatura, ter e-books e ostracizar o formato físico. Bravavam aos céus como é que era possível!

“Eu nunca conseguiria separar-me dos livros físicos. Preciso de sentir as páginas. Sentir o cheiro… et cetera.” Agora essas mesmas pessoas fazem stories a dizer o quão maravilhadas estão com o seu e-reader e como a leitura se tornou muito mais cómoda devido aos benefícios que os e-books apresentação. 

Vejo também um aumento, apesar que pequeno, do consumo de audiobooks. As mesmas pessoas que diziam que audiobook não era a mesma coisa que um livro, são as mesmas maravilhadas por audiobooks com full casts ou uma narração com efeitos especiais, oferecendo toda uma outra dimensão à história apresentada. 

Já para não falar de mais e mais pessoas mostrarem com paixão histórias maravilhosas em banda desenhada (e até BD nacional) seja em formato físico ou até em webcomic!

É lindo ver que lentamente o bookmedia português está efectivamente a evoluir. Em contrapartida, vejo cada vez mais pessoas a ler em inglês em vez da sua língua nativa mas isso… é todo um outro assunto para outra altura. 

Mais, uma vez, o BookMedia nunca morre mas, simplesmente, transforma-se. E eu estou mortinha para ver a próxima evolução!

Agora, bom bom, seria o mercado evoluir com os seus leitores. Mas uma coisa de cada vez, não é?


P.S. – BookMedia = bookblog, bookstagram, booktube, booktok, bookcast, et cetera.

12 de novembro de 2022

A evolução do BookMedia, parte 1

 

Tive que ir verificar tanto no blog como nos meus primeiros posts do instagram porque definitivamente datas não é comigo… mas comecei a escrever no blog em 2009. Comecei o instagram (diz nos registos 2019 mas tenho a sensação que tinha começado mais cedo, tal é a sensação de que já estou aqui há imenso tempo, LoL) e lentamente me inseri na comunidade bookstagram portuguesa. 

Isto para dizer o quê?

Apesar de nunca me ter inserido numa só “caixa” e de ter seguido pessoas não só no bookstagram como também, pelo resto do BookMedia fora. Pois felizmente, o BookMedia nunca morre mas, simplesmente, transforma-se. E é precisamente isso que quero falar.

Nestes quase 4 anos, vi realmente uma evolução. 

Primeiramente foi o derrubar a segregação do BookMedia (que felizmente muitas das contas novas não conhecem). Onde de um lado estava o bookstagram e o outro o booktube, as duas grandes plataformas da altura. Mas havia também algumas pessoas em neutralidade, qual Suíça no meio da Europa. E eu era e sou uma dessas pessoas. 

Pois a minha visão é que são diferentes plataformas mas a paixão pelos livros está lá na mesma. São diferentes formas de produzir conteúdo para diferentes formas de consumir conteúdo. 

Como dizem os livros do meu filho, diferente não significa que seja mau, é simplesmente um resultado da maravilha que é a diversidade. 

Há toda uma aura de inclusão, em termos de plataformas, e isso é lindo de se ver! Claro, que nem tudo é um mar de rosas e muitas das vezes é preciso relembrar que por detrás de qualquer conta do BookMedia está uma pessoa, que pode não ter os mesmos gostos que nós ou os mesmos objectivos que nós em termos do conteúdo produzido. 

Muitos vieram para o BookMedia para partilharem o amor pelos livros e além disso, divertiram-se e criaram amizades. Espero que esse espírito nunca mude ou morra. Isso sim é o mais importante!


P.S. – BookMedia = bookblog, bookstagram, booktube, booktok, bookcast, et cetera.


28 de outubro de 2022

TAG - Perguntas Literárias

 


Em vez de um wrap-up, este mês decidi responder a uma TAG. Obrigada @osdevaneiosdatim pela sugestão!


📌Um livro que influenciou a sua vida

Acho que todos. E vocês pensam: epá, mas que resposta mais cliché! Mas a verdade é que os bons fizeram-me pensar, fizeram-me sentir e os maus fizeram-me saber aquilo que eu não gosto numa narrativa ou história.


📌Gostarias de ser escritora?

Talvez pela questão que a escrita para mim sempre teve um expoente terapêutico, vou responder que sim. Contudo, sou também uma pessoa com noção e sei que não tenho já o vocabulário para escrever em português.


📌Livros físicos ou e-books?

Todos. Físicos, e-books e audiobooks… só não leio em braille porque não sei. Seja que formato for, o que eu quero é consumir o livro e a sua história.

📌Qual o teu pior hábito de leitura?

Comodismo… Ler no kindle (porque tem luz integrada e posso aumentar a letra) em vez de ler o livro físico que tenho na estante. Mas convenhamos podia ser um hábito bem pior.

📌Gostas quando um livro é adaptado ao cinema/televisão?

Vou fazer batota com esta pergunta (no surprises there). Porque toda a gente fala de livros a serem adaptados ao cinema mas ninguém fala no reverso. Eu sei que estes filmes que vou mencionar são um antro de memes e de piadas mas tirem as lutas e os tiroteiros... e o que me colou na saga John Wick foi: as regras das guilds; os pactos de sangue; Continental, et cetera. No final do primeiro filme fui procurar se havia livros porque queria saber mais do sistema de crime organizado mas não havia. Por isso, gostava que estas personagens e mundo criminoso fosse explorado em condições num livro.

📌Livros que deviam ser banidos da escola

Pessoalmente acho que nenhum livro devia ser banido mas eu deixo esse tema com a expert do assunto, a @wordsalacarte_nights

📌Preferes ler um livro de cada vez ou vários ao mesmo tempo?

Ora bem, eu como gosto de ler em vários formatos, normalmente estou sempre com dois ao mesmo tempo. Um em formato físico/e-book e outro em audiobook, que geralmente são de géneros diferentes pois assim não me baralho toda.


Espero que tenham gostado e estão à vontade para a fazer!

7 de outubro de 2022

A thank you note

 


Nestas últimas semanas, finalizei duas leituras de livros que ambos me foram oferecidos. Ambas as leituras foram maravilhosas e como que escolhidas a dedo de quem me conhece bem, sabendo perfeitamente que estes livros me iriam encher o coração.

Já não é a primeira vez que menciono que eu entrei no BookMedia, sem qualquer expectativa e passado uns tempos tinha não só encontrado a minha tribo, como fiz amizades. Mas daquelas amizades fortes, que lentamente foram para além dos livros e agora não vejo a minha vida sem elas.

Apesar de às vezes não falarmos tanto, o tempo passa mas a amizade está lá na mesma. Basta apenas uma mensagem ou eu mandar um algo que me fez lembrar delas... A nossa maneira de dizer: estou viva, simplesmente a vida meteu-se pelo meio mas continuo a pensar em ti.

Este mel todo para dizer o quê? Eu acredito piamente, agora mais do que nunca, que oferecer livros assim. Algo dentro dos parâmetros de “eu li este livro e acho que também vais gostar” ou então também “vi este livro e acho que é a tua cara”… É uma linguagem de amor.

Agradeço todos os dias pelas pessoas que me rodeiam. As verdadeiras. Aquelas que me incentivam para ser a melhor versão de mim mesma e por acarinharem a minha personalidade meia chanfrada. Os presentes e as leituras fantásticas? São um bónus.

Mas, e vocês? Também já passaram por algo assim?


P.S. - este postal foi-me oferecido pela @aoutramafalda , que sabe como eu adoro este tipo de padrão melancólico. 

15 de abril de 2022

O encanto dos retellings


 Acho que vocês já perceberam que eu adoro mitologia. O que é no mínimo engraçado porque não sou de todo religiosa... 

Para quem está confuso com esta frase, eu fiz um post há tempos a explicar as ramificações do folclore. Os mitos, são histórias de folclore com uma base religiosa, que muitas vezes são usados para explicar a natureza tanto do mundo ao nosso redor como também da natureza humana. 

Ou seja, muitos dos mitos foram escritos e são efectivamente parte tanto da nossa evolução e história da humanidade. O problema com o folclore é que muito teve por base a transmissão oral... Mitologia não foi diferente e muito do que foi passado para o papel, foi escrito, na sua maioria, por homens pela perspectiva masculina (depois traduzido por homens também) e que na altura que foi escrita podia não ser a total verdade mas com o passar das Eras e com a evolução dos mesmos mitos, foram-se afastando ainda mais das histórias verdadeiras. 

Por isso é que sentimos a perda da informação no culto feminino mas também da alteração de muitos mitos. A ânfora da Pandora tornou-se uma caixa. A romã da Eva tornou-se uma maçã. 

Ou até mesmo a Medusa que ao querer ser intocável, além de se ter tornado num monstro, homens criaram o desafio de quebrar a sua resistência e celebravam o quão perto conseguiam chegar. 

Aliás, se repararmos todos os detalhes destas histórias podem mudar, aparte do pormenor de ser sempre uma mulher representada com a sua mão na porta dos infernos, pronta para deixar todos os demónios e males entrar no nosso mundo. 

Mas quem sabe se Athena não gritou de fúria no dia da morte de Medusa? Se calhar ela queria vaporizar o homem que segurava a cabeça dela, como se de um troféu se tratasse. Se calhar os deuses queriam abrir a Terra e deixar que Gaia engolisse tudo, porque o mundo estava cheio de homens que se intitulavam de heróis por não respeitar limites e reclamando mulheres como prémios... 

Como disse o interessante dos mitos é ver o que a sociedade de há milhares de anos atrás acreditava e pensava. No entanto, é preocupante ver que esta narrativa ainda se mantém e que afinal, desde então, não evoluímos assim tanto. 

É por isso que adoro retellings. É como se estivéssemos finalmente a tomar controlo da nossa história, a forjar a verdadeira narrativa e a retomar aos ideais que talvez estavam apenas perdidos no tempo. Descobrimos que afinal os heróis tinham valores egocêntricos. Apercebemo-nos que certos vilões foram categorizados para preencher uma determinada narrativa.

Um retelling é uma brilhante maneira de repensarmos de como a história poderia ter sido, pois o limite é a imaginação humana!

Por isso, é que para sempre irei me captivar com as palavras "Era uma vez..."

11 de fevereiro de 2022

Podcast do Demo

 


Para quem tem estado atento ao @geekicesdodemo  sabe que nesta segunda temporada tivemos toda uma conversa super interessante sobre Fantasia e Ficção Científica na Literatura com a @aoutramafalda. Inclusive, sobre o mercado editorial português e o ciclo vicioso que continua a acontecer. 

A perspectiva da @madalenansantos , primeiro como autora e depois editora, e ainda o vasto conhecimento e experiência do Luís Filipe Silva, fizeram imenso sentido para mim! 

Relativamente ao ciclo vicioso, esta conversa só corroborou um vídeo que a @thephoenixflight  fez, há algum tempo, que fala do que acontece quando os leitores perdem confiança nas editoras e quando as editoras, sendo empresas, têm que fazer dinheiro. E o Luís Filipe Silva relembra que isso poderá ter repercussões a longo prazo: o de se perder cada vez mais leitores da língua portuguesa. Já é algo em que tinha reparado, mas se calhar essas repercussões ainda não são notadas no grande plano ou para todas as pessoas, de momento...

A perspectiva da Madalena foi extremamente interessante porque, para mim que estou fora de Portugal, esclareceu muitas das minhas questões. Há algum tempo vi a conversa da @anareis.poweredbybooks  no #adagioinlibri, em que ela disse (e muito bem) que a escrita é como qualquer outra arte: é preciso praticar, rever e refazer. Contudo, em Portugal existe esta noção de que um escritor tem que escrever um livro à primeira, sem qualquer possibilidade de evolução e sem rever o seu trabalho. Talvez a experiência da Madalena esteja relacionada com a cultura do mundo da escrita que a Ana Reis falou? 

Tudo isto para dizer que, se ainda não ouviram a segunda temporada do @geekicesdodemo , o último episódio saiu esta semana e já podem ouvir tudo de enfiada!

23 de janeiro de 2021

Livros Físicos vs. E-books: o duelo de titãs

 


Não, este post não vai ser apenas mais uma conversa para saber se preferem livros físicos ou e-books, na verdade, este post é para criar debate sobre a pegada ecológica dos livros. Acabou por ser talvez um pouco académico e um pouco extenso mas escrevi de maneira a seguirem o meu raciocínio por isso espero que achem, no mínimo, interessante.

Podemos pensar que os livros físicos não são muito bons para o ambiente, quando por ano são lançados milhões de livros, apenas considerando o uso extensivo de papel. Contudo, mesmo usando o argumento de que podem usar papel reciclado, temos que ter em consideração as toneladas de emissões de CO2 (dióxido de carbono) no processo.

Quanto aos e-books, supondo a que a pessoa possui um e-reader (ex: Kindle, Kobo, Nook…), podemos pensar que a pegada ecológica deste formato será menor. Contudo, temos na mesma que ter em consideração as emissões e materiais de produção para os tais e-readers. Em 2009 foi feito um estudo sobre esta mesma questão, tendo em consideração que um livro físico, comprado na livraria ou online, acaba na mesma, além do papel e emissões na sua produção, por utilizar também, com o seu transporte, combustíveis fósseis. Incluindo também aqueles que não são vendidos que fazem a viagem de regresso às editoras, que ou reciclam esses mesmos livros ou acabam na incineração.

Porém, os e-books só terão na verdade algum impacto positivo no ambiente se as editoras reduzirem os números de livros físicos produzidos. Gostaria de deixar uma “curiosidade” partilhada tanto pela A Outra Mafalda como a The Daily Miacis, que papel reciclado para ser branqueado leva lixívia e químicos tóxicos que depois têm que ir para algum lado, não é? Ou seja, mesmo papel reciclado tem um grande impacto ambiental. A economia verde tem ainda muito que se lhe diga, pelas técnicas de marketing de preocupação ambiental mas isso é todo um outro assunto.

Relativamente a números, o estudo revelou que 3 e-books por mês por 4 anos (144 livros no total se quiserem uma matemática assim rapidinha) produziu 168 Kg de CO2 considerando o e-reader em si também, enquanto que o mesmo número de livros mas em formato físico produziu 1074Kg de CO2.

Vendo assim só com estes números, a diferença é de facto astronómica e a situação bem clara. Só que temos que ter de facto em consideração que componentes electrónicos são notórios por conterem alguns materiais tóxicos nos seus circuitos. Porém, mais e mais produtores de electrónicos estão a tentar combater isto e até em 2009, a Sony revelava que o seu e-reader não tinha qualquer tipo de materiais tóxicos. Mesmo não tendo, temos então em consideração o impacto da sua produção por si só.

A grande diferença é que depois o impacto dos e-books é quase zero para o ambiente, além de que o aparelho em si dura imenso tempo (em tom pessoal, o meu Kindle tem quase 8 anos e está aqui para as curvas). Analistas independentes colocaram como total da produção de CO2 de um Kindle de 168Kg, ou seja, após a leitura do 23º livro, o Kindle fica a ganhar no que toca à pegada ecológica, comparativamente ao mesmo número de livros mas em formato físico.

Outro ponto que temos que ter em consideração, que não era o caso em 2009. É prática comum qualquer pessoa ter um smartphone e muita gente tem tablets, juntamente com as aplicações do género da Amazon Kindle ou Apple iBooks, uma pessoa pode efectivamente ler num smart device que não é utilizado somente para ler livros como os e-readers.

Em 2013 a Amazon revelou que para cada 100 livros físicos, 114 e-books foram vendidos (ambos no site), mostrando de facto que lentamente estamos a caminhar de leitura impressa para leitura digital. Calma! Não atirem já pedras! Não estou a dizer que tão cedo os livros físicos vão ficar obsoletos ou desaparecer por completo mas a verdade é que com estes estudos vê-mos que para no mercado editorial haver um impacto significativo no ambiente, convém alterarmos um pouco os nossos hábitos de leitura.

Em específico para o mercado editorial português seria uma benesse pois maioritariamente fãs de fantasia vêem colecções a ficarem a meio ou apenas o primeiro livro a ser editado, pois a sua produção provavelmente não justifica os gastos… isto seria talvez colmatado se houvesse um mercado electrónico mais presente em Portugal pois os custos da sua produção caiam drasticamente.

Com este post, eu não estou aqui a dizer-vos como devem tratar das vossas leituras mas ainda vejo por alguma razão, ainda um pouco de preconceito relativamente a e-readers em Portugal. E que na verdade seriam talvez uma solução não só a nível ambiental mas também talvez para o mercado editorial.

Cada vez mais há uma maior consciência para diminuirmos o nosso impacto para este nosso planeta fantástico, que pode passar por imensas coisas desde pequenas mudanças alimentares a reciclar ao máximo o nosso lixo doméstico.

Contudo e porém, ajudar o ambiente ou diminuir a nossa pegada ecológica não passa apenas por comprar um e-reader ou ler e-books (até porque não tenho comissão para tal coisa… seria bom mas não tenho, LoL), outras formas de ajudar seria dar cada vez mais uso às bibliotecas municipais ou até mesmo na compra de livros em segunda mão que poderiam ir para o lixo ou para a incineração.

Por isso, depois disto tudo, qual consideram ser a melhor forma de combater o desperdício de recursos, especificamente, na literatura ou mercado editorial?

 

9 de janeiro de 2021

Planos Livrólicos 2021

 


Apesar de obviamente não ler puramente pelos números, o Goodreads Reading Challenge ao longo dos anos tornou-se como que um barómetro de como corria o ano. Eu quando cheguei ao final do ano nem queria acreditar que tinha lido 70 livros!

Como assim neste ano super desafiante, em que a minha saúde mental levou assim um bocado de porrada, eu consegui ler mais que os 52 livros que me tinha estipulado a ler? Tenho que admitir que as leituras conjuntas me ajudaram imenso, ou seja, pessoas desta comunidade fantástica a incentivarem-me ou simplesmente a me ouvirem quando precisava de desabafar.

Quando dizemos que o melhor dos livros são as pessoas, é mesmo verdade!

Portanto, decidi colocar como objectivo de 2021, novamente, ler 52 livros. Alguns de vocês pensam que esse número não é nada, outros pensam que é um projecto jeitoso... A realidade é que o verdadeiro desafio para 2021, e preparem-se: vai ser ler o que tenho nas estantes, LoL.

Pode parecer fácil mas estando nesta comunidade, com tantas recomendações fantásticas, é difícil manter esse plano. Como já sabem eu não sou de fazer TBR's ou lista de livros para ser seguida à risca. Mas para 2021, tenho toda uma TBR de leituras conjuntas mas além disso vou tentar não sair também da lista de livros que estão na minha estante.

Rezem por mim. Quais são os vossos planos livrólicos para este novo ano?

P.S. - pronto vá, podem-se rir que eu deixo, LoL. 


22 de dezembro de 2020

Temas Polémicos dos Livros, episódio 12

 Esta é a continuação da nova rúbrica no Instagram do Reino, chamada Temas Polémicos dos Livros, onde tendo a falar de todos os temas tabu ou controversos ou não... do mundo literário.



Episódio 12 - Livros proibidos


5 de dezembro de 2020

O poder de cada género literário: romance


Qualquer leitor sabe que ler é bem mais que um mero exercício para a mente... Além do que já tinha partilhado com vocês sobre os benefícios da leitura, desta vez partilho o poder de cada género literário! Obviamente que sendo livros, há muita coisa interligada, contudo irei mostrar-vos o que acho mais incidente em cada um dos géneros.

Romance: permite ao leitor imaginar eventos e personagens, juntamente criando empatia com as imensas emoções descritas.
  • A nossa compreensão, de pessoas e relações, aumenta exponencialmente;
  • Pode ajudar o leitor a entrar em contacto com uma parte de si que estava ignorada;
  • Podemos aprender com os erros das personagens pois existe normal insight por detrás dessas decisões;
  • Consegue aumentar a nossa confiança;

O que acham? Costumam ler neste género? Adicionam mais alguma coisa?

28 de novembro de 2020

O poder de cada género literário: não-ficção/biografias


Qualquer leitor sabe que ler é bem mais que um mero exercício para a mente... Além do que já tinha partilhado com vocês sobre os benefícios da leitura, desta vez partilho o poder de cada género literário! Obviamente que sendo livros, há muita coisa interligada, contudo irei mostrar-vos o que acho mais incidente em cada um dos géneros.

Não-ficção/Biografias: um livro desenvolvimento pessoal por dia, não sabe o bem que lhe fazia!
  • Interpretam-se a si mesmos e ao mundo de forma mais positiva;
  • Inspiram-nos a fazer melhores escolhas e a ter acções mais positivas;

O que acham? Costumam ler neste género? Adicionam mais alguma coisa?

21 de novembro de 2020

O poder de cada género literário: fantasia/ficção científica


Qualquer leitor sabe que ler é bem mais que um mero exercício para a mente... Além do que já tinha partilhado com vocês sobre os benefícios da leitura, desta vez partilho o poder de cada género literário! Obviamente que sendo livros, há muita coisa interligada, contudo irei mostrar-vos o que acho mais incidente em cada um dos géneros.

Fantasia/Ficção Científica: muitas vezes ficção faz um melhor trabalho com uma determinada verdade.
  • Múltiplos estudos já demonstraram que imaginar histórias ajuda a activar regiões do cérebro responsável por uma melhor compreensão;
  • Este género pode ser usado como uma ferramenta para melhorar atitudes direccionadas para grupos estigmatizados;
  • É capaz de baixar níveis de stress, aumentar a nossa autoconfiança e diminuir incidência de depressão;
  • Considerado a epítome da criatividade.


O que acham? Costumam ler neste género? Adicionam mais alguma coisa?