28 de janeiro de 2020

Sala de Cinema: Lord of the Rings



Ok, em primeiro lugar, pessoal não se assustem mas o primeiro filme desta trilogia estreou há 19 anos! Quando comecei a escolher os filmes para esta rubrica dos clássicos do cinema, coloquei esta trilogia mas pensei assim: "hmmm, será que se enquadra como clássico?" Bem, com quase 20 anos (ai meu Deus, como estou velha), eu acho que sim.

Esta trilogia, baseada na famosíssima obra literária de J.R.R. Tolkien, mandou o realizador Peter Jackson para a ribalta, não só por ter colocado nos ecrãs uma tão aguardada adaptação dos livros mas por ter sido um pioneiro ao trazer a fantasia épica aos ecrãs como deve ser. 
Sim, tinha havido adaptações do Lord of the Rings em animação mas só com o Jackson é que houve um grande interesse em trazer para live-action e de uma maneira épica. A produção dos filmes começou em 1999, em Nova Zelândia, onde o realizador quis gravar os três filmes ao mesmo tempo!

Esta trilogia saiu na mesma altura em que alguns dos filmes de Harry Potter estavam a sair, eu já como Potterhead fervorosa, nem dei muita importância, nem sabia do que se tratava! Ao ponto de ter ido ao cinema ver o segundo filme com uma amiga, sem sequer ter visto o primeiro. 
Uma parvoice, eu sei. Mas a verdade é que mesmo sem ter lido os livros, mesmo sem perceber muito bem o que se estava a passar, eu fiquei presa à grande tela, pois os filmes em si estão poderosíssimos.

Os efeitos, a banda sonora, o casting, a caracterização, o cenário, a fotografia, o enredo... tudo isto alimentou o meu lado geek de uma forma incrível! 
Não será por acaso que depois desta trilogia, as portas se abriram para as obras mais geeks e nerdys, como Shannara Chronicles, Song of Ice and Fire, Crónicas de Nárnia, entre muitos outros. 

Os filmes em si retratam a Middle Earth, onde existem reinos, feiticeiros, hobbits, orcs, cavaleiros, elfos... estas variadas facções e criaturas fantásticas que se juntam para derrotar um inimigo em comum. Claro está que isto tem logo receita para ser uma aventura mesmo épica, com o mundo que Tolkien criou, isso é levado ao extremo e acho que Peter Jackson captou isso muito bem.

Contudo, eu ainda não li os livros e por isso penso a medo se por acaso fazem justiça ao que se passa nos livros. A verdade é que a reacção dos fãs de Tolkien foi incrível e sim, claro, como todos os bookaholics não há nenhuma adaptação perfeita mas ficaram satisfeitos e só isso já me deixa orgulhosa do sr. Jackson.
Que convenhamos era um desconhecido, tornando em três filmes de três horas cada um, (se não estou em erro) a maior boxset de trilogia! Todos os filmes estiveram nomeados para os Oscars e chegou mesmo a ganhar alguns, que é como quem diz 17, principalmente com o terceiro filme ganhando o Oscar de Melhor Filme e de Melhor Realizador. 

Vocês já viram esta trilogia? Se leram os livros, o que acham das adaptações? Obviamente se ainda não viram, estão à espera de quê? Mas para quem já viu, aconselho verem pelo menos uma porção do "Making of" desta trilogia... o imenso trabalho, amor e carinho colocado nos filmes, nota-se a léguas!


P.S. - Agora os fãs de Tolkien e até mesmo os fãs desta trilogia de filmes estão a tremer um bocadinho nas botas pois a Amazon decidiu produzir uma série Lord of the Rings. Há quem diga que finalmente os livros vão ser adaptados como deve ser e há quem diga que nada chegará aos pés dos filmes. Ansiosos?

24 de janeiro de 2020

Pelos bastidores...



Hoje gostaria de falar sobre as personalidades por detrás das contas das redes sociais... mais especificamente do booktube e bookstagram.

Já estive bastantes pessoas que me disseram que não conseguiam fazer vídeos e que admiram o facto de eu ter tanto à vontade a fazê-los. Que a razão pela qual não o conseguem fazer é porque não têm esse mesmo à vontade com a câmara... 
Engraçado que eu também não, LoL. Quem segue o Reino há mais tempo sabe que eu fiz dois vídeos no canal de Youtube do blog, que me custaram horrores pois não tinha mesmo nenhum à vontade. 

Vocês podem não saber mas eu sou na minha essência, uma introvertida. Até eu pensava que para se estar confortável para fazer vídeos, tinha que se ser extrovertido.

Só que não...

Depois do conselho da The Phoenix Flight, uma introvertida como eu, de gravar os vídeos como se estivesse a falar com amigos. Consegui então sentir-me bem mais à vontade, acabando por mergulhar (de cabeça) nesta comunidade fantástica!
Onde nos vídeos não nos calamos mas pessoalmente ficamos um pouco embasbacados com o vosso carinho, LoL.

Por isso, não pensem que lá por fazermos vídeos, significa que somos todos extrovertidos. Muitos de nós somos mesmo introvertidos e gostamos de estar no nosso cantinho... a ler de preferência. 


Consideras-te introvertido ou extrovertido?

20 de janeiro de 2020

Os nossos limites



Eu hoje venho com uma pergunta que pode ser difícil de engolir: se estiveres um amigo que falasse contigo como às vezes tu falas contigo próprio, quanto tempo permitias que essa pessoa fosse tua amiga?

Por mais boa vontade que a gente tenha, por mais amiga que tenha sido a pessoa... nós temos o nosso limite (e ainda bem) de como nós deixamos que os outros nos tratem.
Então mas porque é que somos tão críticos e tão impacientes connosco próprios?

Isto para vos relembrar de serem mais gentis convosco próprios e se que pedir ajuda não é sinónimo de fraqueza...

16 de janeiro de 2020

The bookmedia


Já disse várias vezes que encontrei a minha tribo quando entrei nesta comunidade fantástica. Mas... tal como muitos que também pertencem, se tentam falar sobre a mesma, a pessoas "de fora", acabamos por receber um olhar desconfiado pois não fazem ideia do que estamos a falar, LoL.

Para que é que serve? Muitas vezes perguntam. A verdade é que, na minha opinião, seguir bookbloggers, booktubers ou bookstagrammers, é como falarmos com um amigo nosso sobre livros ou até mesmo pedirmos sugestões para leitura. 
Eu ainda me lembro de quando ainda não estava nesta comunidade e pedia sempre aos meus amigos bookaholics, sugestões ou então ia aventurar-me para as listas do Goodreads (que era sempre um tiro no escuro, LoL). Porém, com os bookbloggers, booktubers, bookstagrammers e os demais, podemos seguir pessoas que já fizeram a triagem por nós!
Além de que acho que a transição desta comunidade para as redes sociais, foi super suave pois ler é uma actividade "solitária" e assim, podemos tornar esta actividade bem mais interactiva. E claro, quem é que não gosta de debater o livro que acabou de ler? Ou partilhar a sua opinião?

O problema, o grande problema, é que a vossa lista de livros para ler nunca mas nunca mais vai diminuir, LoL. E por isso mesmo, esta comunidade é brutal pois com as diferentes personalidades, imensa criatividade e, claro, uma quantidade astronómica de livros, o nosso amor pela leitura não só é alimentado como é celebrado!


Vocês ainda se lembram de como escolhiam as vossas leituras antes de entrarem neste mundo bookaholic online? Como faziam?

12 de janeiro de 2020

Sala de Cinema: The Matrix



Ora bem, todo o meu coração geek está a dar pulinhos enquanto estou a fazer a review desta trilogia. Só queria que vocês soubessem disso antes de começar, LoL.

Em primeiro lugar, vamos começar pela lista de pessoal envolvido. Como roteiristas e realizadores estão The Wachowski Brothers, que são ambas transgender. Depois como actores, temos todo um role de caras famosas, desde Keanu Reeves, Laurence Fishburne (imortalizando a personagem Morpheus), Hugo Weaving (que ainda hoje tentamos imitar a sua linha "Mr. Anderson"), Monica Belluci, etc. Apresentações feitas, vamos falar destes filmes!

Vamos por partes. Quero vocês tenham noção do furor que foi o primeiro filme desta trilogia. Foi lançado em 1999, que para quem se lembra, foi precisamente antes do millennium bug. Não sei se foi marketing ou se foi mero acaso o filme estar finalizado nesse ano mas se foi de propósito então foi golpada de génio.
Pois este filme, é um conto essencialmente de Ficção Científica, sobre a guerra da humanidade contra a sua própria criação, as máquinas e a inteligência artificial que evoluiu de tal ponto que se tornou a "espécie" dominante e vastamente superiores. Incluindo também algumas nuances mitológicas e teológicas, tornando-se assim bastante original.
Conhecemos então o Neo, um hacker, a quem lhe é dada a famosa escolha de dois comprimidos, levando-o para um caminho em que se junta com a resistência e entra numa luta épica contra as máquinas.

“You take the blue pill, the story ends, you wake up in your bed and believe whatever you want to believe. You take the red pill, you stay in Wonderland and I show you how deep the rabbit hole goes.”

Em estrutura, estilo e concepto, este filme foi um pioneiro. Marcou uma das primeiras vezes em que o estilo visual dos manga comics e anime, como Akira ou Ghost in the Shell, foi traduzido para filme live-action com sucesso! Com técnicas cinematográficas e coreografias brutais, tornando as sequências de acção simplesmente fantásticas e icónicas.
Não só ficámos com o queixo no chão enquanto o Neo se desviava das balas, como ficávamos a salivar por mais. Muita gente diz que os efeitos não são grande coisa mas pensem no que estava disponível na altura e apreciem o que estes filmes trouxeram para a evolução do cinema. São verdadeiramente incríveis!

Quanto ao segundo e o terceiro filme, na minha opinião já não são tão bons. Contudo, no segundo a personagem Trinity (uma personagem feminina) teve oportunidade para brilhar, o que era uma raridade na altura e as sequências dela a lutar, são simplesmente qualquer coisa!
O terceiro acabou por se tornar bastante previsível, porém acho que ficou bastante claro que os Wachowski Brothers deixaram um mega P.S. no final dos seus filmes, dizendo: párem um momento e pensem na vossa existência!

Ora bem, dito isto... como eu considero estes filmes bastante especiais, que tal eu deixar-vos umas curiosidades ou uns detalhes?

1 - O tom verde do filme e logo no início aquela cascada de caracteres, foi com intenção de ser parecido aos primeiros computadores monocromáticos. Ou seja, todas as cenas que se passam dentro da Matrix, têm a tonalidade verde (pois é uma realidade criada por computadores), enquanto que no "mundo real" a cor não tem essa tonalidade.
2 - Quando os Wachowski Brothers fizeram o pitching deste filme, eles mostraram precisamente o anime "Ghost in the Shell" e disseram que queriam fazer algo daquele género mas live-action. Daí várias cenas serem mesmo homenagens ao anime.
3 - Com certeza reparam que existem toda uma temática com espelhos. Frames espelhados ou através de espelhos... que chega ao detalhe do momento em que Morpheus oferece os dois comprimidos e a imagem de cada lente dos óculos é diferente pois são realidades diferentes! Mas toda esta temática dos espelhos é também incrivelmente captada na banda sonora!
4 - Há várias referências da religião cristã, uma delas é a Trinity (Holy Trinity/Divina Trindade) e no início é logo mencionado que o Neo é um Jesus Cristo.
5 - Contudo tem também referências a outras teologias, como por exemplo Morpheus é o deus grego do sono e dos sonhos e a oráculo é uma versão da deusa-oráculo Delphi (onde o motto dela aparece na casa da oráculo e tudo), entre outros.
6 - Sejamos sinceros, tudo que tenha artes marciais foi inspirado pelo Bruce Lee mas a verdade é que o coreógrafo das lutas quis mesmo homenagear este grande senhor do cinema nestes filmes. Não esquecendo numa das cenas de treino do Neo, onde aparece "Drunken Boxing" que é uma directa homenagem ao filme "Drunken Master" de Jackie Chan.
7 - Há toda uma menção de transgenders e identificação de género nos filmes pois quando os realizadores criaram The Matrix identificavam-se como Wachowski Brothers mas depois revelaram-se transgender.
8 - São mencionadas várias obras de diversos autores: "Simulacra and Simulation" de Jean Baudrillard (que o livro aparece logo no início do filme, que na verdade os Wachowski Brothers disseram a todo o elenco para ler); "Les Meditations Metaphysiques" de René Descartes (toda a filosofia da nossa vida ser na verdade uma grande ilusão); "Alice in Wonderland" de Lewis Carroll; "I Have No Mouth and I Must Scream" de Harlan Ellison; "Neuromancer" de William Gibson; obras de Immanuel Kant; entre muitos outros!


E vocês, já viram este filme? Se ainda não viram, vejam pelo menos o primeiro pois foi um grande marco do cinema! Para quem já tinha visto o filme... chegaram a reparar nestes detalhes todos?

8 de janeiro de 2020

Nascimento de um Leitor Compulsivo


Isto é uma das coisas que me consome um bocado como mãe, como já tinha mencionado no post O amor pela leitura. Neste aspecto, tenho tentado dar o exemplo, ler mais com e ao pé do Príncipe. Tento ler livros físicos pois ele é ainda bastante pequeno e vê o Kindle apenas mais um ecrã. 

Contudo é um pouco difícil de ler e prestar atenção com o Príncipe a correr de um lado para o outro, LoL. Porém, o assunto do post do hoje é a seguinte pergunta: Como nasceu o vosso amor pela leitura e pelos livros?

Se me perguntarem qual foi o meu primeiro livro, eu não vos conseguia responder. Se pensar bastante, lembro-me de ler os contos de H. C. Andersen, imensos livros "Uma Aventura" e depois evoluindo para Harry Potter, que foi a coleção que efectivamente que me colou para sempre aos livros.
Infelizmente não me consigo lembrar do início deste meu amor pelos livros mas fico imensamente feliz que o tenha pois com um livro nunca estamos só, proporcionando-nos diversas viagens e grandes aventuras. Não acham?

E vocês, lembram-se de como nasceu o vosso amor pelos livros?

4 de janeiro de 2020

Cenário



Em vez de um post sobre resoluções de Ano Novo, vou colocar-vos um cenário que se passa muitas vezes na minha cabeça... E se de um momento para o outro nós conseguíssemos mudar o que não gostamos em nós e nos tornávamos, aos nossos olhos, perfeitos.

O peso que achamos ideal; os olhos mudavam para uma cor da nossa escolha; tínhamos todo um 6-pack; o cabelo ficava mais encaracolado; etc. Com tudo isto e muito mais... acham que seríamos todos felizes? Ou que mesmo assim encontrávamos coisas novas para odiar, nunca assim ficando satisfeitos?

Sim, era o mais provável... por isso, tendo isto em conta, nas vossas resoluções incluam um pouco de amor próprio.