14 de março de 2020

Hércules: Mito vs. Disney


Eu acho que o meu amor pela mitologia grega começou logo com o filme do Hércules da Disney. O filme está super fofo, adoro as músicas e a riqueza do Pegasus! Contudo, o filme não é completamente fiel ao mito e com a ajuda da Milky Way of Books, decidi mostrar-vos a diferenças. 

Hércules (nome grego: Herakles) era filho de Zeus e Alcmene. Não a Hera, como é demonstrado no filme. Ora bem, basicamente Zeus viu Alcmene e sentiu todo um desejo incontrolável (como em muitas outras vezes, já que Zeus era assim um cafajeste). Transformando-se no marido da Alcmene, envolveu-se com ela, fazendo todo um amor que resultou no bebé Hércules.

Amphitryon, o verdadeiro marido de Alcmene, apercebeu-se que o bebé não era dele mas mesmo assim, amou Hércules como se fosse seu, considerando-o uma dádiva para ele pois não conseguia efectivamente ter filhos. Porém, quando Hera descobriu, foi assim um fim do mundo em cuecas!
Ela mandou duas cobras para matar o bebé Hércules, que simplesmente agarrou nelas, sufocando-as, enquanto estava muito sossegadinho no seu berço e efectivamente o filme mostra esta parte do mito.

Enquanto crescia Hércules tinha imenso poder mas era assim um rapaz bastante sensível. Agora imaginem um adolescente hormonal com a força de dez homens, era um cabo dos trabalhos, LoL.
Depois, em algumas versões do mito, teve Chiron, o centauro, como mentor e quando cresceu casou-se e teve filhos com a Megara, a filha do rei Creon (aqui a Disney não estava muito longe da verdade). Mas a Hera nunca se esqueceu dele, fazendo com que ele enlouquece-se e matasse a sua família (ok, esta parte não é muito boa para a Disney, eu admito). Para redimir os seus pecados ele pergunta ao oráculo de Delphi, que foi quando lhe foi dito que tinha que fazer os 12 trabalhos, que obviamente tinha que ter um dedo da Hera.

Alguns dos monstros aparecem no filme mas ele efectivamente não matou a Medusa e não tinha um Pegasus como amigo. Além de que nunca esteve em problemas com Hades... a não ser quando teve que trazer Cerberus para a superfície mas é o cãozinho fofinho do Hades, por isso acho que podemos dar-lhe um desconto.

Contudo, Hera fez de tudo um pouco para que Hércules falhasse na sua demanda (mulher traída é realmente um cabo dos trabalhos). Não conseguindo ter sucesso, deixando então Hércules victorioso, até porque até tinha outros deuses que gostavam dele, como Apolo e Atena.
Depois de muitas mais aventuras, Hércules faleceu e quando o seu corpo ardia na pira funerária, o costume da Grécia Antiga, a sua alma divina foi levada por Zeus que o tornou num Deus levando-o para Olimpo. Onde casou por uma última vez com Hebe, a deusa da juventude... Que ironia das ironias era filha de Hera.

E estas são as diferenças entre o filme e o mito de Hércules, que na altura que foi lançado, a Disney pediu para que a estreia mundial fosse na Grécia mas o governo grego não permitiu pois sabia que o filme não era fiel ao mito! Que loucos... dizer que não à Disney, LoL. 
Mas apesar disso, mesmo assim, adoro a representação que a Disney fez. 

O que é que vocês acham? Já conheciam o mito? Gostam do filme?

12 de março de 2020

Destralhar 2020, ep. 1

Este é o primeiro episódio do #destralhar2020 que estou a fazer com a ajuda da @sohappywithless . Decidi fazer em estilo vlog para vos mostrar o meu progresso!




Nota: I do not own the music. The song on the video is royalty free.

10 de março de 2020

Temas Polémicos dos Livros, ep. 6

Esta é a continuação da nova rúbrica no Instagram do Reino, chamada Temas Polémicos dos Livros, onde tendo a falar de todos os temas tabu ou controversos ou não... do mundo literário.


Episódio 6 - Livros obrigatórios na escola


8 de março de 2020

To Read List 2020

Eu não costumo fazer uma TBR mas tendo em conta a quantidade enormíssima de livros para ler e o meu desafio de não comprar livros este ano, decidi partilhar a minha TBR para este ano... Optimista? Realista? Vocês decidem, LoL.


6 de março de 2020

Temas Polémicos dos Livros, ep. 5

Esta é a continuação da nova rúbrica no Instagram do Reino, chamada Temas Polémicos dos Livros, onde tendo a falar de todos os temas tabu ou controversos ou não... do mundo literário.


Episódio 5 - Reler livros

4 de março de 2020

Ser Super Mãe É Uma Treta (opinião SEM spoilers)


Em primeiro lugar, eu já não me lembrava da última vez que comprei um livro em português! Em segundo lugar, gostaria de dizer que eu li este livro em condições extremas: no sofá enquanto o Príncipe brincava ou via os seus desenhos-animados.
Em terceiro lugar, tenho que antes de começar a minha review do livro da Susana Almeida, quero informar que este livro contém uma linguagem bastante colorida... Aliás, não sei como a editora Influência não colocou uma bolinha vermelha no canto superior, LoL.

Dito isto também quero de dizer que se quiserem virar este livro para audiobook, gostaria que se lembrassem de mim! Adoraria narrar este livro e eu até peço à minha mãe autorização para dizer asneiras! Pensem com carinho sobre isto, eheheh.

Ora bem, quanto ao livro em si, é basicamente a evolução da Susana como mãe. Ou seja, desde que incluiu o enteado na sua vida, quando engravidou, até ao presente... falando dos vários estágios da maternidade e, claro, as teorias da carochinha incluindo o sítio onde o sol não brilha para onde ela as manda.
Fala então da gravidez (que nem sempre é o equivalente a andar por nenúfares qual ninfa do lago); da amamentação (que só isto dava um livro, muito honestamente); das diferentes personalidades dos filhos; da privação do sono e consequentemente do vinho e gin... E muito mas mesmo muito "no nonsense", sem papas na língua e uma visão realista das coisas. 
Ela diz em várias vezes que não está a impingir teoria nenhuma mas tenta sim, tirar um pouco do peso da culpa dos ombros das mães. A mesma culpa que parece que nasce ao mesmo tempo que os nossos filhos.

Tendo em conta que li enquanto tinha uma criança de 2 anos a brincar no background, posso afirmar sem sombra de dúvida que a escrita da Susana é super fluída, divertida e com uma dose de realismo perfeita para os dias de hoje, quando há cada vez mais pessoal nas redes sociais a deitar areia para os olhos do povo ou a tentar vender-nos a banha da cobra.
Eu já seguia o blog Ser Super Mãe É Uma Treta já há bastante tempo e o que encontrei neste livro foi precisamente a mesma Susana que me conquistou com os seus posts. Aliás, eu cheguei a ler à minha mãe o post da Susana a tentar cortar as unhas ao filho... Pronto, ok, cortei um pouco nas asneiras mas isso é porque e passo a citar a minha rica mãe: "estás ainda em boa idade para levar umas palmadas!" #sóseperdemasqueficamnoar

Este livro teve também uma leitura especial pelo facto que ao ler uma ou outra passagem, ia falar com a Susana ao instagram. Que se não lhe forem tentar vender coisas ou chatear a mioleira, ela é uma pessoa cinco estrelas!

Portanto, no livro fala também nas teorias da treta e da fé nas fadinhas. Mostrando a maternidade real, sem filtro, que parece ser um verdadeiro tabu e qualquer mãe vista a dizer algo do género ou é excomungada da Irmandade das Mães Perfeitas ou então é logo rotulada de má mãe. E eu acho que isto não é só produto da sociedade mas também biológico.
Pensem comigo... Sim, o papel da mulher ainda é o de "mula de carga", apesar de estar lentamente a mudar, mas a verdade é que se a maternidade tivesse regada de realismo e não coberta por um véu de piriquitices, se calhar a taxa de natalidade descia a pique, LoL. Contudo, não é a minha intenção (quando escrevo no blog) e da autora do livro tirar o véu tecido pelas fadas das mães perfeitas e mostrar-vos a realidade, ou seja, mães reais... numa de combater desilusões, ilusões, culpas, depressões, solidão, etc.

Um exemplo é o capítulo "A licença de maternidade não são férias", onde eu estava a ler cada parágrafo e a dizer amén. Eu! Euzinha pensei, quando estava grávida, que quando estivesse de licença que ia ter imenso tempo! Andei a juntar livro atrás de livro e série atrás de série porque assim, ao menos tinha que fazer.

Eu...era...uma...idiota!

Além de obviamente de não se estar de férias durante uma licença, a Susana menciona de forma brilhante como a maternidade muitas das vezes parece uma ilha deserta e solitária. E como muitas mães chegam a sentir falta de ir para o trabalho pois sentem falta de existir sem os filhos e/ou conversar com adultos. Mas claro, isto não se diz, porque senão a Irmandade das Mães Perfeitas faz-nos uma espera ou então as mães entram numa espiral perigosa à conta da culpa, tendo em loop na cabeça que são más mães... Não! São apenas mães, ponto final.
Sim, porque como a Susana diz e muito bem "As mães têm de aturar muitas merdas", além da culpa que nasce com os nossos filhos, temos que aturar as opiniões (vulgo bitaites) altamente especializados dos outros.
Que as melhores são as dos pais perfeitos. Vocês sabem, aqueles pais perfeitos... que não têm filhos, LoL. Ou então as mães dos grupos do Facebook, que para mim são uma infestação de cyberbullying (se vocês não sabem do que falo, vão até ao blog da A Mãe Imperfeita).

Há uma citação que eu acho que devia ser emoldurada: 

"Dizer a uma mãe que se queixa de estar cansada que faz parte, é colocar em cima dela o peso da culpa por não aguentar ser mãe."

Muitas vezes uma mulher tem o dobro do trabalho. Isto é, imaginem duas mulheres numa pista de corrida. Uma delas fresquinha que nem alface a caminhar pela pista descansadinha da vida, até à meta. A outra com uma carroça às costas. Ela chega ao destino sim, mas depois de muito esforço e muito suor.
Este exemplo é de uma mulher sozinha e uma mulher com família. Não só temos o trabalho normal de manter uma casa, como temos o trabalho adicional. Isto é, se não queremos esse trabalho por inteiro temos que perder tempo a fazer reprogramação comportamental doméstica, que é como quem diz re-educar os maridos.
Agora já há muito de "partilhar tarefas", ou seja, eles fazem a parte deles. E eu sei que algumas pessoas vão pensar que estou a ser sexista mas é apenas a nossa realidade cultural. Os homens raramente são educados a cuidar de uma casa ou a dar valor ao esforço para manter um lar. Por isso, a mulher tem que ser mãe logo aí e educar o que as mães deles não fizeram.

Mas vocês podem ler isto e muito mais no livro...

Eu gostei mesmo muito da leitura fluída. Como que com sentido de humor a Susana nos transmite que mesmo passados anos e anos, somos mães em construção mas que mesmo não sabendo tudo mal sejamos mães, que nós conhecemos os nossos filhos melhor que ninguém e que o nosso instinto é a nossa melhor bússola.
Não contente, com estas coisas todas, a Susana acaba o livro com o melhor grito de guerra de todo o sempre: 

"Somos todas umas mães do caralho!"

Dito isto, acho que a única crítica que tenho a fazer é o facto do livro ser cor de rosa... Susana, eu tenho uma reputação de metaleira a manter, por isso numa próxima edição podes tratar do assunto? LoL.

Resumindo, aconselho este livro a todas as mulheres. Repito: todas as mulheres!

Quando colocava nas stories que estava a ler o livro, várias meninas me disseram: ah se fosse mãe ia ler esse livro.
Mesmo que não tenham filhos ou estejam sequer grávidas eu aconselho este livro a todas as mulheres pois quantas mais de nós tivermos noção da realidade e que não estamos sozinhas neste barco chamado "Maternidade", melhor!

Já conheciam este livro?


Audiobook: não tem ainda disponível mas quem sabe não me convidam mesmo, LoL.


2 de março de 2020

World Book Day


Vocês podem não saber mas em Março, aqui no UK, celebra-se em grande o Dia Mundial do Livro! (sim, o dia oficial é dia 23 de Abril mas os camónes decidiram mudar o dia para Março) Onde aqui até engloba as crianças em idade escolar se mascararem duma personagem de um livro que gostem, fazem montes de actividades na escola, as livrarias entram também em celebração, etc. E já que eu vivo no UK mesmo, decidi este mês fazer uma mega celebração com vocês também!


Essa celebração engloba 4 giveaways no Instagram do Reino! Uma em cada semana, onde vou revelar os livros a serem sorteados e para ganharem basta seguirem as regras dos posts.

Curiosos? Então estejam atentos e boa sorte!