11 de fevereiro de 2022

Podcast do Demo

 


Para quem tem estado atento ao @geekicesdodemo  sabe que nesta segunda temporada tivemos toda uma conversa super interessante sobre Fantasia e Ficção Científica na Literatura com a @aoutramafalda. Inclusive, sobre o mercado editorial português e o ciclo vicioso que continua a acontecer. 

A perspectiva da @madalenansantos , primeiro como autora e depois editora, e ainda o vasto conhecimento e experiência do Luís Filipe Silva, fizeram imenso sentido para mim! 

Relativamente ao ciclo vicioso, esta conversa só corroborou um vídeo que a @thephoenixflight  fez, há algum tempo, que fala do que acontece quando os leitores perdem confiança nas editoras e quando as editoras, sendo empresas, têm que fazer dinheiro. E o Luís Filipe Silva relembra que isso poderá ter repercussões a longo prazo: o de se perder cada vez mais leitores da língua portuguesa. Já é algo em que tinha reparado, mas se calhar essas repercussões ainda não são notadas no grande plano ou para todas as pessoas, de momento...

A perspectiva da Madalena foi extremamente interessante porque, para mim que estou fora de Portugal, esclareceu muitas das minhas questões. Há algum tempo vi a conversa da @anareis.poweredbybooks  no #adagioinlibri, em que ela disse (e muito bem) que a escrita é como qualquer outra arte: é preciso praticar, rever e refazer. Contudo, em Portugal existe esta noção de que um escritor tem que escrever um livro à primeira, sem qualquer possibilidade de evolução e sem rever o seu trabalho. Talvez a experiência da Madalena esteja relacionada com a cultura do mundo da escrita que a Ana Reis falou? 

Tudo isto para dizer que, se ainda não ouviram a segunda temporada do @geekicesdodemo , o último episódio saiu esta semana e já podem ouvir tudo de enfiada!

14 de janeiro de 2022

Deliberações & Resoluções

 


Ora bem, é nesta altura em que o pessoal faz assim como que uma revista do ano que passou. Eu já me tinha deixado de tais carnavais, mas decidi fazer este ano, de uma maneira diferente...

É que fiquei com uma coisa na cabeça desde que pedi dicas para um mísero frasco e me disseram para fazer um frasco de gratidão. Esta ideia ressoou imenso comigo porque, nessa mesma semana, a minha psicóloga disse que tinha que começar a ser bem menos crítica comigo própria (é uma doença severa por estes lados) e uma maneira de o fazer, é contornando esses pensamentos com outros, do género: do que é que eu estou orgulhosa ou grata.

Por isso, em vez da "normal" revista ou apanhado do ano, vos convido a fazer mesmo. Não precisa de ser num frasco, não precisa de ser escrito num papel... Mas façam este exercício com vós mesmos.

Neste ano, eu estou orgulhosa por ter avançado com algo, que já está na minha cabeça há mais de 10 anos. Por não só ter tido a coragem para começar (mesmo quando tinha a minha voz interior a gritar, a dizer que eu não era capaz), como também me rodeei de pessoas que não só me apoiaram, como me motivaram a dar esse passo!

Estou orgulhosa por ter conseguido ver, quando a certo ponto me estava a sentir desmotivada, que afinal já tinha imenso feito e organizado do tal projecto. Bem mais do que pensava! Facilitando a longo prazo e mostrando-me que estava apenas a ser (outra vez) demasiado crítica de mim própria.

Estou grata pela disponibilidade que tive para o fazer. Porque eu não sou só a Soberana do Reino, sou também mulher, esposa, mãe, enfermeira, leitora... Estou grata pela sabedoria de saber que não chego para tudo e que é preciso saber colocar prioridades. Houve projectos, como o BookMedia, que tive que parar e, apesar de me sentir um pouco triste por o fazer, sei que é por uma boa causa: o meu bem-estar. And that's okay.

Sinto-me imensamente orgulhosa de quando recebi uma red flag de mim própria, em formato de ataque de pânico, de ter procurado ajuda profissional. Estou grata pela ajuda do meu local de trabalho nesse sentido porque percebem que estes dois anos foram severos para o staff.

Sinto-me grata por ter ficado com uma posição em que me permite fazer "awareness" aos meus colegas pois também eles podem estar a precisar de ajuda profissional.

Estou grata por ter conseguido ao final de mais de um ano ter viajado para Portugal, para estar com a família. Não só isso como estou para lá de grata com as amizades que fiz para a vida, pois algumas fizeram quilómetros e passaram o claustrofóbico túnel do Marão só para me ir ver! Esses abraços todos deram-me anos de vida!

Estou grata a todos os Deuses e mais alguns pela nossa saúde, não só cá de casa mas de toda a nossa família.

Estou orgulhosa de ter começado um projecto com uma pessoa que tem todo um intelecto concentrado numa embalagem travel size, "Words à la Carte". Esse projeto, o Geekices do Demo, é para colmatar algo que sempre senti: há muito pouco conteúdo dos mais diversos temas geeks... de uma perspectiva feminina. Estou grata pelos ouvintes que apoiam e pela Nuts for Paper, que se prontificou logo em fazer merch para nos oficializar!

Estou grata pelos bosques, atrás de nossa casa, que foram a minha companhia muitas vezes quando precisava de sair de casa e de estar na natureza.

Estou orgulhosa por tentar ser a melhor mãe para o meu Príncipe. E não consigo dizer muito mais because this is a work in progress...

Estou grata por não nos faltar nada e de ter o suficiente para conseguir doar a quem mais precisa ou para boas causas.

Estou orgulhosa por voltar a conseguir fazer planos para o futuro.

Estou orgulhosa pois consegui alcançar tanto este ano... Mais não seja ter ultrapassado por completo o meu Reading Challenge no Goodreads, mesmo quando a minha capacidade para ler não foi das melhores. Eu sei que os números não importam mas eu consigo ver como esteve a minha saúde mental pela quantidade de livros que li.

Estou imensamente orgulhosa por o ano estar apenas agora a começar e eu já ter toda uma maratona literária pronta, que estou a organizar com a minha querida e brutalíssima "A Outra Mafalda". 

E, por fim, estou orgulhosa de mim porque alcancei mais de 10 anos de blog. Por 3 anos aqui no blog e instagram, conseguindo manter publicações regulares. Grata, porque sei que isso vai mudar, mas não vou ficar triste por isso. Volta e meia irei aparecer na mesma, seja por algum devaneio, partilha fotográfica, uma review ou até mesmo um wrap-up! Irei aparecer mas não será agendado, será ao sabor do vento...

Feliz 2022! Que este ano seja repleto de aventuras, amor e muitas boas leituras! Que nunca vos falte recomendações de livros para ler e se faltar... leiam The Covenant, LoL.

Happy New Year!


29 de dezembro de 2021

Linguagem do Amor

 


Em primeiro lugar, gostaria de frisar que não há consenso na comunidade de psicólogos e terapeutas relativamente a este assunto, aliás isto até é mais usado em terapia para casais, mas para quem nunca ouviu falar do tema, vou explicar de forma muito breve e em consideração os profissionais que efectivamente concordam com o assunto. 

Love languages ou as linguagens do amor que as pessoas em relações afectivas usam para demonstrar o seu amor e afecto entre si, estão divididas em 5 categorias. Temos então: physical touch (toque físico), words of affirmation (palavras de afirmação), quality time (tempo de qualidade), receiving gifts (receber presentes) e acts of service (acções ou serviços).

O pensamento por atrás é que cada pessoa expressa o seu amor de maneira muito própria, "na sua própria linguagem", e numa relação uma pessoa pode expressar de uma forma e a outra pessoa de outra, não falando assim a mesma "linguagem". Ou seja, mesmo quando duas pessoas se amam muito, ambas podem não sentir o amor da outra pois é numa outra linguagem.

Por exemplo, psychical touch é a primeira linguagem que aprendemos como crianças, que é crucial para o nosso desenvolvimento, aliás esta linguagem é crucial para qualquer relação: segurar as mãos, beijos, abraços e miminhos, libertam hormonas mas para pessoas em que esta é a sua love language, é o toque físico que faz com que se sintam verdadeiramente amadas. 

Em words of affirmation, a pessoa precisa de se sentir apreciada, recebendo comentários positivos ou elogios, seja pelas acções ou simplesmente "gosto muito de ti".

Em quality time, é a pessoa receber undivided attention, ou seja, actividades em que sinta que a outra pessoa esteja a dedicar aquele tempo somente para ela.

Quanto a receiving gifts, é literalmente receber presentes, que pode ser apenas uma flor selvagem apanhada no jardim, seja uma caixa de chocolates ou um livro... Estas pessoas sentem-se apreciadas assim.

Relativamente com acts of service, é o equivalente de "acções falam mais alto", no sentido que se sentem verdadeiramente amadas quando a outra pessoa limpa a casa, por exemplo, ou cuida da roupa ou ainda trata das compras de mercearias.

Portanto, como disse, duas pessoas podem ter duas linguagens diferentes, por exemplo, (e vou utilizar como exemplo uma relação heterosexual) um homem que está constantemente a oferecer massagens à sua mulher, enquanto que ela lhe está sempre a dizer o quão fantástico ele é como marido e como pai. Mas a verdade é que o homem procura o toque, preferindo talvez uma massagem da mulher, enquanto a mulher deseja que o marido afirme e reconheça o que ela faz pela família. Isto é extremamente interessante, especialmente em terapia de casal ou simplesmente descobrir num teste online qual a sua love language, e ver se faz sentido na sua vida e nas suas relações, além dos problemas que nela tem ou teve. 

Muito interessante mas... A minha dúvida é outra! 

A minha verdadeira questão é: será que nós nos amamos a nós próprios na nossa própria love language? Ou seja, se a nossa love language é words of affirmation, dizes em voz alta (ou escrever num journal) a ti próprio(a) o quanto és espectacular ou elogiar as coisas boas que fazes? Ou se és quality time e dedicas umas horas para fazer algo somente para ti? Ou ainda se és physical touch e marcas um spa day de vez em quando? Ou se és receiving gifts, se no final do mês compras um miminho só para ti? Ou se és acts of service que tal fazer algo como voluntariado?

Seja que linguagem for, será que te amas na mesma linguagem? Porque mais difícil do que aprender a amar outra pessoa, é mesmo aprender a amarmos a nós próprios. 

17 de dezembro de 2021

Zeus, o deus que não sabia estar quieto

 


Como não mencionar todas as escapadinhas deste deus?! 

Zeus é, na verdade, o pai dos deuses… e acho que levou esse título demasiado a sério e tentou ser o pai de toda a gente.

Era muito comum ele transformar-se em animais para conseguir aquilo que queria. Impressionou a Demeter e a Persephone transformando-se numa serpente; a Asteria e Aiginia numa águia; a Boetis numa cabra; a Europa num touro; Phtia numa pomba e Leda num cisne, entre muitos outros. 

Contudo, numa comunidade clássica como esta, é aceite o que atualmente é considerado violação. Na verdade, significava mais um rapto ou simplesmente o ato de levar. Por isso, se calhar estamos a ser muito duros com Zeus… Afinal ele apenas levava as mulheres, o facto de meses depois nascer uma criança é pura coincidência.

Mas a bela da ironia é que Zeus é o deus dos juramentos, punindo todos aqueles que mentem ou são desonestos… Ou seja:

1. Obviamente, Hera não recebeu o memorando.

2. “Olha para o que eu digo, não para o que eu faço.” - Zeus

3. O bom castigo para ele seria pagar a pensão de alimentos de todos os filhos, LoL.


Nota: tive que colocar uma imagem do filme da Disney, Hércules porque nunca uma imagem está mais fofa e errada ao mesmo tempo, LoL.

Nota: muito obrigada Sam_Livralma pela revisão do texto.

8 de dezembro de 2021

Wonder Woman: the true amazon (opinião SEM spoilers)


 

Em primeiro lugar, quero agradecer à Olga pela prendinha! Eu que tinha tão pouca banda desenhada em formato físico, agora já tenho toda uma secção e uma das grandes culpadas é definitivamente a Olga.

Tenho a dizer que adorei ler este comic, principalmente pela arte em si que é só fantástica mas também pelo pequeno vislumbre à história de origem da Wonder Woman. Não é a história mais espectacular mas para mim valeu imenso a pena pois esta heroína nunca assim uma grande favorita pela imagem de perfeição que passava para fora. 

Que achava sempre um piadão a pessoas que perpetuavam essa imagem de perfeição pois a origem efectivamente da personagem tem assim todas umas nuances de BDSM mas isso são para outros carnavais que muito possivelmente irão acontecer no Geekices do Demo.

Portanto, a história desta comic, deita essa imagem de perfeição um pouco por terra e foi isso que me fez gostar mesmo muito do comic. Claro que o facto de ter mitologia grega ajuda sempre, não é mas relativamente à heroína em si, foi uma excelente adição. 

Já leram algum comic desta personagem? Qual é a vossa heroína favorita? 

24 de novembro de 2021

A Touch of Darkness (opinião SEM spoilers)


 

Numa altura em que não estava com grande cabeça para ler, decidi fazer uma leitura conjunta com a Sara deste livro da Scarlett St. Clair. Tendo em conta que é um livro com a minha mitologia favorita (a mitologia grega, caso não saibam) e sendo um livro com bastante hype na comunidade livrólica, decidi fazer todos uns vlogs de leitura, partilhando assim a minha experiência. 

Vou deixar mais abaixo esses mesmos vlogs mas primeiro vou fazer uma curta opinião pois muito já foi dito nos vlogs. Aliás, se por acaso estiverem indecisos se vão ler este livro ou não, o meu conselho pessoal de amiga é: não leiam, vejam os vlogs que é tempo mais bem gasto, LoL.

Dito isto, acho que já começam a perceber o que achei do livro não é? Eu primeiramente pensava que o livro tinha sido publicado através de uma editora, o que me estava a deixar escandalizada mas depois ao descobrir que foi auto-publicado, só me deixa mesmo impressionada com o facto dos livros terem ido tão longe. Tendo em conta que sendo auto-publicado muito da remuneração vai para a autora mesmo, custou-me bem menos a aceitar o sucesso desta saga.

No início ainda estava aberta a ler a saga, pelo menos para tentar perceber o hype e depois perceber se os livros ficariam melhor ao longo da saga. Decidi que não o iria fazer pois enquanto estava a ler este livro, as minhas teorias e especulações eram melhores do que o enredo que me era apresentado. Muito mau sinal quando isso acontece. 

O livro todo tem uma vibe de 50 Shades of Grey mas com mitologia grega pelo meio. Que nada contra esse tipo de livros mas esperava mais, muito honestamente, principalmente quando via reviews a dizer que o livro era fantástico et cetera. A personagem principal, Persephone, não tem evolução nenhuma; Hades, mal sabemos alguma coisa dele porque ele mal fala coitado; o vilão é super fraquinho. Adicionando o facto de muitas das coisas serem cliché e a autora não ter trazido nada de novo ao mito, o que não tornou a leitura deste livro num suplício foi mesmo o facto de ter sido em leitura conjunta com a Sara. 

A razão pela qual eu leio retellings, principalmente recontos do meu mito favorito Hades e Persephone, porque gosto de ler algo com um cunho pessoal. Uma nova abordagem, uma nova maneira de ver as coisas, um novo twist... Não senti isso neste livro, de todo. Não trouxe nada de novo ao mito, foi apenas uma abordagem cliché e com personagens muito pouco desenvolvidas. 

Assim sem dar spoilers, não consigo dizer muito mais mas não consigo aconselhar mesmo este livro a ninguém quando eu li o "Hades and Persephone: the curse of the golden arrow" que é também self-published, com algumas correcções a fazer mas em termos de abordagem do mito e da mitologia que o emgloba, está muito melhor. 

Portanto, já leram este livro? Concordam com o que eu digo ou nem por isso? Não podemos gostar todos do mesmo, já sabem e eu sendo uma grande fã deste mito se calhar tendo a ser um pouco mais exigente nos livros que me aparecem nas mãos com o tema em questão.

Já agora, conheciam este livro? Estavam indecisos se o iam ler ou não? Já sabem... vejam os vlogs, está tudo lá dito, LoL.


1º vlog (SEM spoilers) - Vlog de leitura de "A Touch of Darkness"




2º vlog (COM spoilers) - I read "A Touch of Darkness", so you don't have to




3º vlog (COM spoilers) - "A Touch of Darkness", our final verdict


P.S. - Mais uma vez, muito obrigada Sara por alinhares nestas minhas maluqueiras e por tornares as nossas leituras conjuntas sempre espectaculares, tanto seja pela rambóia como pela análise brutal que fazes sempre dos livros!  

10 de novembro de 2021

Malibu Rising (opinião SEM spoilers)

 


Como já devem saber, a autora Taylor Jenkins Reid, não é uma estranha aqui no Reino. Aliás eu estava mesmo na demanda de ler tudo da autora, que com a leitura deste livro mais recente dela, completo então este desafio.

Este livro é na sua essência um drama familiar. Tem duas timelines diferentes, uma mais recente e outra nos anos 80, ambas passadas em Malibu. Não só isso, temos diversas perspectivas dentro do tal drama familiar., o que se calhar foi isso que tornou difícil na leitura de ter o mesmo tipo de emoção visceral que tive, por exemplo, no Daisy Jones and The Six ou ainda no The 7 Husbands of Evelyn Hardcastle

Apesar de não ter tido a mesma reacção que nos outros dois livros mais recentes da autora, a escrita é na mesma fantástica, com uma musicalidade incomparável e sempre com grande detalhe relativamente à emoção humana retratada tão realisticamente, que a autora já nos habituou.
Este livro não é então um "romance" por assim dizer, é literalmente a história de uma família imperfeita e as suas relações com os seus altos e baixos.

É engraçado como no livro todo sabemos quando vai ser o climax mas mesmo assim estamos a ler ansiosos para lá chegar e saber o seu desfecho. Pessoalmente eu consegui prever um pouco mas não me tirou o prazer de ler mais uma história contada pela autora. Aliás a minha parte favorita foi mesmo as relações e o trauma familiar. 
Pois muitas das vezes os adultos não têm noção de como certas situações podem afectar o desenvolvimento das crianças, até mesmo a sua personalidade. Essa parte, mais uma vez, Taylor Jenkins Reid, não desiludiu nem um bocadinho!

Portanto se quiserem ler um livro em que o tema principal é um drama familiar, com diversos pontos de vista, este livro é para vocês. Contudo, se esperam ter o mesmo tipo de emoção visceral que nos outros livros da autora, então este livro não é para vocês ou então tirem essa espectativa antes de o lerem. 

Já leram este novo lançamento da autora? Ou já leram ou têm algo para ler da Taylor Jenkins Reid?


P.S. - mais uma vez obrigada à Sara, que foi a minha compincha de leitura. Conseguimos finalmente ler tudo da autora!