30 de agosto de 2011

Palavrões


Já me estão a cansar... parem lá com a mania de que digo muitos palavrões, caralho! Gosto de palavrões! Como gosto de palavras em geral. Acho-os indispensáveis a quem tenha necessidade de dialogar... mas dialogar com carácter! O que se não deve é aplicar um bom palavrão fora do contexto, quando bem aplicado é como uma narrativa aberta, eu pessoalmente encaro-os na perspectiva literária! Quando se usam palavrões sem ser com o sentido concreto que têm, é como se estivéssemos a desinfectá-los, a torná-los decentes, a recuperá-los para o convívio familiar. Quando um palavrão é usado literalmente, é repugnante.
Dizer "Tenho uma verruga no caralho" é inadmissível. No entanto, dizer que a nova decoração adoptada para a CBR 900' 2000 não lembra ao "caralho", não mete nojo a ninguém. Cada vez que um palavrão é utilizado fora do seu contexto concreto e significado, é como se fosse reabilitado. Dar nova vida aos palavrões, libertando-os dos constrangimentos estritamente sexuais ou orgânicos que os sufocam, é simplesmente um exercício de libertação.
Quando uma esferográfica não escreve num exame de Estruturas "ah a grande puta... não escreve!", desagrava-se a mulher que se prostitui.
Em Portugal é muito raro usarem-se os palavrões literalmente. É saudável. Entre amigos, a exortação "Não sejas conas", significa que o parceiro pode não jogar um caralho de GT2. Nada tem a ver com o calão utilizado para "vulva", palavra horrenda, que se evita a todo o custo nas conversas diárias.
Pessoalmente, gosto da expressão "É fodido..." dito com satisfação até parece que liberta a alma! Do mesmo modo, quando dizemos "Foda-se!", é raro que a entidade que nos provocou a imprecação seja passível de ser sexualmente assaltada. Por ex.: quando o Mário Transalpino "descia" os 8 andares para ir á garagem buscar a moto e verificava que se tinha esquecido de trazer as chaves... "Foda-se"!! não existe nada no vocabulário que dê tanta paz ao espirito como um tranquilo "Foda-se...!!". O léxico tem destas coisas, é erudito mas não liberta. Os palavrões supostamente menos pesados como "chiça" e "porra", escandalizam-me. São violentos.
Enquanto um pai, ao não conseguir montar um avião da Lego para o filho, pode suspirar após três quartos de hora, "ai o caralho...", sem que daí venha grande mal à família, um chiça", sibilino e cheio, pode instalar o terror. Quando o mesmo pai, recém-chegado do Kit-Market ou do Aki, perde uma peça para a armação do estendal de roupa e se põe, de rabo para o ar, a perguntar "onde é que se meteu a puta da porca...?", está a dignificar tanto as putas como as porcas, como as que acumulam as duas qualidades.
Se há palavras realmente repugnantes, são as decentes como "vagina", "prepúcio", "glande", "vulva" e escroto". São palavrões precisamente porque são demasiadamente ínequívocos... para dizer que uma localidade fica fora de mão, não se pode dizer que "fica na vagina da mãe" ou "no ânus de Judas". Todas as palavras eruditas soam mais porcas que as populares e dão menos jeito! Quem é que se atreve a propor expressões latinas como "fellatio" e "cunnilingus"? Tira a vontade a qualquer um! Da mesma maneira, "masturbação" é pesado e maçudo, prestando-se pouco ao diálogo, enquanto o equivalente popular "esgalhar um pessegueiro", com a ressonância inocente que tem, de um treta que se faz com o punho, é agradavelmente infantil. Os palavrões são palavras multifacetadas, muito mais prestáveis e jeitosas do que parecem. É preciso é imaginação na entoação que se lhes dá. Eu faço o que posso. - Miguel Esteves Cardoso


Nota: adorei esta sátira... Desmancho-me a rir! LoL.

29 de agosto de 2011

28 de agosto de 2011

26 de agosto de 2011

Algarve 2011

Ai como é bom voltar a casa... Como é bom voltar para o meu Mais-que-Tudo... É bom, sim senhora, mas o que é "bom" também é estar a 2 minutos (a pé) da praia, ter um livro gigante comigo para ler, ter um solzão acompanhado por um brisa fresquinha, ter espreguiçadeiras na praia, não ter emigras nas imediações, enfim, só coisas boas, acreditem!

Estive em Monte Gordo e achei um máximo! E apesar de alguns de vocês pensarem que Monte Gordo é a "praia das famílias" e não sei que mais, acreditem quando vos digo que um dos meus passatempos favoritos lá era ir para o parque infantil à frente do hotel e ver os miúdos cair de bicicleta, skate, patins... Só divertimento, acreditem (eu sei, eu tenho um humor um bocadinho negro)! A única coisa negativa era ouvir os lisboetas a tratar os filhos por você... opá, se calhar por não ter sido educada assim mas não sei, soou-me muito esquisito. Será de mim? Possivelmente.

Para substituir a falta de emigras havia então os verdadeiros estrangeiros, onde tive a oportunidade de conhecer ingleses, holandeses, espanhóis... O que é sempre bom, mais não seja para treinar o meu inglês. LoL. Ah pois! Porque nem há 15 minutos no Algarve e tive que falar inglês para ser atendida! Ou seja, se quiserem ir para um país estrangeiro, basta irem ao Algarve. LoLoLoLoL. Sim, porque eu estive estacionada em Monte Gordo mas tive a oportunidade de saltitar por diversos spots do Algarve: Portimão, Faro, Olhão, Ilha de Tavira...

Bem, eu podia deixar-vos aqui com milhões de fotos: do hotel, da praia, da água quentinha, das gaivotas, das bolas de berlim, do bronze (ou pretidão, como alguns referem), das massagens na praia, dos nadadores-salvadores, dos cocktails explosivos, das comidas étnicas, do mar de pessoas, das saídas à noite, das diversões, do casino, do leitão à Bairrada que fomos comer quando no regresso a casa... Mas não! Vou-vos deixar, simplesmente, com a melhor foto deste verão.



Concordam comigo? LoL.

25 de agosto de 2011

16 de agosto de 2011

O Reino vai de férias!

Fonte da imagem: SummumBonum


Sim, porque a vossa soberana também merece ir apanhar um bocadinho de cor à praia. Por isso, o Reino vai ali aos Algarves e já volta!

15 de agosto de 2011

Conversas à mesa n.º 10

Ora bem, nesta Conversa à mesa temos uma presença especial: o meu primo Teixeira. Que por acaso ficou para jantar connosco nessa noite e enquanto estávamos nós a comer descansados, o telemóvel do meu irmão começou a tocar e nunca mais parou (sim, o rapaz tem uma vida social muito agitada).

Eu irritada digo: "Zé, se não metes isso em silêncio, eu pego e atendo: (com uma voz sexy) Boa noite, fala Marta. E se for a tua namorada estás lixado!!!"

Primo Teixeira: "Não, fazias como eu costumo fazer: (com uma voz séria e calma) Boa noite, é do Cemitério de Santa Marta, fala o coveiro..."


Humor da Corina - 1
Humor do Zé - 0
Humor do Teixeira - mil