30 de junho de 2016

Metade besta


Uma das grandes desilusões com amigos, é pensar que fariam por mim aquilo que eu faria por eles. Espero a mesma sinceridade, que me respeitem como sou mas, no entanto, há momentos na minha vida que definem que nem todos temos os mesmos valores.  

Uma das maneiras que dizem para encontrarmos felicidade, é diminuir as nossas expectativas… quanto menos tu esperares, menos desilusões tens e isso inclui a amizade. Eu concordo que tem a sua lógica mas porque raios é que deveria baixas as minhas expectativas com amigos, aquelas pessoas que escolho para estarem perto de mim, se eles são efectivamente amigos verdadeiros?
Será que estou a pedir muito? Que pessoas que se denominem meus amigos, saibam como eu sou, que sabem que prefiro honestidade à hipocrisia, verdade à mentira, discussão à amargura silenciosa… Tenho mesmo que baixar as minhas expectativas?

Eu sei que ninguém é perfeito, definitivamente eu não sou perfeita. Ninguém é detentor da virtude absoluta mas basta apenas haver respeito. Não tem que haver sempre algo em troca, do género “se faço isto, espero aquilo de volta”, isso não é amizade, isso é uma relação de negócios! Então remeto-me ao silêncio pois após o ramo de oliveira ter sido ignorado, eu tenho amor-próprio suficiente para me calar e ao contrário do que possa parecer, o silêncio tem muito a dizer. Não preciso de publicações enigmáticas, chorrilhos de palavras ou gestos espalhafatosos… o meu silêncio é muito mais significativo.

Porém, obrigada por me deixares à espera de uma explicação, de um pedido de desculpas ou uma mensagem de esclarecimento. Obrigada pelas mentiras, pelos juramentos falsos e promessas vazias. Pois tudo isto fez com que o nevoeiro se levantasse e eu visse a realidade.
Preciso de dizer adeus às pessoas que me sugam a paciência! Não preciso desta negatividade na minha vida.

Contudo, o que me chateia agora é toda a bisbilhotice, todas as mentiras, toda a mesquinhez por trás disto tudo… porque estar desiludida com apenas uma pessoa não é suficiente mas também o fico com as pessoas que influencias. Pois agora sou metade besta... A metade que tu contas.
Mas sabes que mais? Antes metade besta que ser falsa, que ser hipócrita, que ser interesseira… antes metade besta que ser qualquer outra coisa que não eu própria. 

Então, para sempre, serei metade besta!

28 de junho de 2016

Converse


Coisa que mais adoro do verão é mesmo tirar as minhas All Star Chuck Taylor do armário... Acho que tenho para aí uns 4 pares e, mesmo assim, estou sempre a namorar as Converse em cabedal, que são lindas!

Quem mais é grande fã? 

26 de junho de 2016

As passeatas pelos Montes


Como tinha mencionado, eu queria mesmo muito fazer o Trail PR3 e nesta última visita à Bila, foi precisamente isso que fiz! A família reuniu-se, de mochila às costas e todo o equipamento caminheiro, lá fomos nós...

Apesar de os primeiros 5 quilómetros terem sido qualquer coisa de demoníaca, quando chegamos ao primeiro miradouro, senti que estava a descobrir a minha região pela primeira vez. Não consigo descrever com palavras nem com fotografias o quão lindo é este percurso.
O Trail de 15 quilómetros, está muito bem sinalizado, estando denominado de dificuldade moderada a difícil, concluímos ao final de 5 horas, que era o tempo que estávamos a contar pois não iríamos fazer a correr, fazendo algumas paragens para apreciar a paisagem e tirar fotografias.

Aconselho vivamente a toda a gente, para todos os variados níveis de fitness! Só aconselho é que o façam pela fresquinha ou então habilitam-se a ganhar um escaldão como o Mais-que-Tudo, LoL.

24 de junho de 2016

To the Estimated Size of the Universe


Dentro do mesmo estilo que Russian Circles e If These Trees Could Talk, contudo na primeira vez que ouvi Craang e em especial esta música parecia-me apenas ruído mas conforme se vai ouvindo percebe-se as intenções da banda... Espectacular! 

20 de junho de 2016

Sou do Mundo e com orgulho!

Pois é, meus caros súbditos, aqui a vossa soberana, só muito de vez em quando fala das notícias da moda e esta vai ser uma dessas vezes. 

Como também já devem saber, a vossa soberana é da Bila, isto é, dum lindo recanto do nosso país, mais conhecido por Trás-os-Montes e Alto Douro. Já devem ter percebido de o que vou falar, não é? A notícia da moda do momento, o José Cid e as suas pérolas de sabedoria... 
Quando vi o vídeo a circular nas redes sociais, a primeira coisa que pensei foi: se a entrevista tem mais de 5 anos, porque raio é que o pessoal só ficou todo abespinhado agora? Alguém se lembrou foi? Ou foi tipo uma "zanga" atrasada com o José Cid?
As palavras foram deploráveis? Foram, sim senhora, mas será que eu ligo ao que ele diz? Nem por isso... E nem é preciso começar a atacar o homem, porque quem é ele para nos chamar de "pessoas medonhas, feias e desdentadas", quando ele usa um olho de vidro, um capachinho e dentadura?
Como costumam dizer, vozes de burro não chegam ao céu. Resumindo e concluindo, não liguei puto, não gostei mas não fiz caso.

Fiquei foi deveras desgostosa com a completa explosão que houve nas redes sociais, pessoal a atacar um velhadas que não sabe o que diz, atacar o Nuno Markl por estar a fazer o trabalho dele, atacar tudo "para lá do Marão"... Pessoal não gosta de ser insultado, eu compreendo.
Eu sou das primeiras pessoas a espernear quando alguém ataca os Transmontanos pois eu sou uma! Só que isto tornou umas proporções descomunais e desnecessárias. Não devemos atacar o José Cid, não é a ele que devemos pedir satisfações por dizer que somos isto ou aquilo.
É a imagem que o país tem de nós. Não é o José Cid que nos temos que preocupar, é com os media portugueses!

Vou-vos dar um exemplo prático: quando a UTAD fez 25 anos, todos os canais de televisão fizeram uma reportagem e vocês pensam que apareceram os nossos laboratórios novinhos em folha, alunos a percorrer as salas ou a estudar na biblioteca, as nossas condições para acomodar diferentes cursos de diferentes áreas, professores conceituados, a extensão do campus, o que está disponível na universidade e o porquê de ser uma universidade reconhecida internacionalmente.
Não... O que apareceu em toda o que era reportagem, eram pessoas idosas a comentar a universidade, a horta (que é dos alunos de engenharia agronómica), as vinhas (que são dos alunos de Enologia) e o reitor. Mais nada...
Outro exemplo foi quando foi o tão acarinhado regresso das corridas, as reportagens só incluíam pessoas idosas ou pessoal com um garrafão de vinho ao lado. Nada de entrevistas a pessoal que veio da outra ponta do país ou de outro país de propósito, mostrar o quão famoso é o circuito, etc. Eu vi mais entrevistas interessantes sobre as corridas em canais internacionais ou da WTCC, que em todos os nossos canais juntos!

Depois não admira que o pessoal pense que só há velhos e simplórios em Trás-os-Montes! Mesmo que houvesse, é uma região imensamente rica e hospitaleira, esses mesmos velhos e simplórios recebem turistas de braços abertos... os raros que passam nas trincheiras de Lisboa, Porto e Algarve, que depois de passarem na nossa região, não querem outra coisa. Porque será?

Mas porque é que temos assim tanta vergonha um dos outros quando somos do mesmo país?! Porquê tanto preconceito? Não só entre nós mas com os outros? Talvez porque estou em contacto com pessoas de todos os países e enumeras culturas que vejo as coisas com outros olhos... E é nesse espírito que deixo este vídeo que a Afal me mostrou, que eu adorei:

Nota: o vídeo tem legendas, basta activar.

É sobre o teste de ADN que mostra de onde vieram os teus antepassados pois não há tal coisa como 100% português, inglês ou chinês. A emigração existe desde o tempo em que éramos macacos e as fronteiras foram criadas por reis e governos... Somos todos humanos, logo estamos todos interligados! Para quê haver preconceito?

Espero que este post receba pessoas de mente aberta, não precisam de concordar comigo mas preciso de respeitem a minha opinião, ela vale o que vale... E devia ser sempre assim, em todos os aspectos: an open world begins with an open mind.

14 de junho de 2016