30 de julho de 2021

Geekices do Demo: Comics - a história dos heróis, parte 2



Continuamos a nossa demanda dos Heróis! Desta vez falamos de contos de fadas, mais ou menos mágicos e mais ou menos cruéis. Relembramos, ainda, que ninguém se mete com a Disney, caso queria ter paz e sossego na vida, e como as suas princesas são, na verdade, um produto do seu tempo, temperado com imaginação e muita da nossa memória colectiva biológica.

Não se esqueçam de seguir o "Geekices do Demo" no Instagram para mais updates: https://www.instagram.com/geekicesdodemo/

28 de julho de 2021

We are queens and kings, all of us!


 

Eu sei que isto vai parecer muito aleatório mas num certo dia estava a trabalhar e a cuidar de uma paciente, ela vira-se para mim e diz: você tem uns olhos lindíssimos. Na verdade, eu estava de touca e máscara, por isso ela tinha pouco para ver e o facto dela estar com algumas drogas no sistema, são apenas pequenos detalhes, LoL.

A minha resposta automática foi: but they are boring brown (mas são castanho aborrecido ou comum). Desde então que tenho estado a pensar no que disse: aborrecido?! Porque é que olhos castanhos são aborrecidos? A paciente até me disse que era precisamente por serem desta cor, que são bonitos. Então porque raio eu disse que eram aborrecidos?

Podemos pensar que é pelo facto de eu ser mediterrânea, onde olhos castanhos são mais comuns? Mas isso não significa automaticamente que não são bonitos, certo? Vamos é falar do arquétipo da beleza, que nos é impingido todos os santos dias...

Como vivo no UK, consigo estar em contacto com as mais variadas nacionalidades e culturas... E saber, por exemplo, colegas da Nigéria, lindas, com uma pele invejável (as vezes que perguntei o regime skincare delas, foram mesmo muitas) dizerem-me que existe todo um negócio de milhões de... branqueamento de pele. Mulheres e homens da Nigéria compram produtos e colocam químicos para clarear a cor da sua pele. Gostava de dizer que era só na Nigéria mas colegas das Filipinas, Índia, Tailândia, entre outros, me contaram o mesmo. Isto porque a narrativa é que a pele branca é que é bonita.

Quando digo "narrativa", não digo em termos culturais destes países... é realmente a representação de beleza nos filmes, séries, revistas, publicidade, etc que nos assombra todos os dias. Obviamente que lentamente a representação do ideal de beleza está lentamente a mudar mas décadas de ideias pré-concebidas não desaparecem num par de anos.

É respostas como "but they are boring brown" que têm que desaparecer. Olhos castanhos são lindos, tal como olhos azuis, tal como olhos verdes, cabelo moreno, cabelo loiro, cabelo liso, cabelo encaracolado, etc. Não é apenas  a pele branca que é bonita, ou alguém que veste um tamanho pequeno... Beleza é algo tão vasto como diverso e se não o é, temos que o tornar!

Por isso, para a próxima tentarei mudar a minha resposta e irei dizer: muito obrigada, foi a minha mãe que me os deu.

Já vos aconteceu algo assim? Qual vai ser a tua próxima resposta?


23 de julho de 2021

Geekices do Demo: Comics - a história dos heróis, parte 1

 


Qual é mesmo o geek que não tem um pézinho (de Cinderella ou de Hulk) em Comics?! E nada mais lógico começar com aquilo que faz um super-herói.

Do humano 2.0 que era o melhor entre os seus pares, ao líder que vê a sua História contada através dos séculos, até porque nós não gostamos nada de Mitologias, nada... mesmo nadinha! Neste episódio conseguimos traçar a História dos Heróis aos longos dos tempos até à actualidade, que hoje usam cuecas por cima dos collants. 

Não se esqueçam de seguir o "Geekices do Demo" no Instagram para mais updates: https://www.instagram.com/geekicesdodemo/


21 de julho de 2021

The Whisperer (opinião SEM spoilers)

 



Para quem segue o Reino assiduamente, deve estar a pensar "Eita! A Soberana a ler um thriller? Deve estar doente!" LoL. Sim, não é meu costume ler este género de livros, não porque não goste mas porque normalmente consigo perceber o plot, então torna-se um pouco mais do mesmo. Contudo e porém, este livro chegou-me às mãos porque é uma das evangelizações da Sam_Livralma
Não há como esta comunidade para nos tirar da zona de conforto e encontrar livros fantásticos... Neste caso, este livro do autor Donato Carrisi foi mesmo uma leitura brutal! Eu acho que devorei este livro em duas assentadas, LoL.

Relativamente ao autor, é importante dizer que o senhor Carrisi estou direito e criminologia, ou seja, o seu livro está cheio de pormenores científicos, das técnicas forenses e das teorias de investigação. Vindo de uma pessoa de ciências, adorei cada descrição destes pormenores, para mim tornava mesmo a narrativa bem mais rica e assustadoramente credível. Além de que este é o seu primeiro livro!

A premissa do livro, sem dar spoilers claro, é sobre Mila, uma investigadora da polícia que se especializa em resgatar crianças raptadas, que é chamada para ajudar uma equipa (já estabelecida) de investigadores na procura de cinco raparigas. E o livro é precisamente sobre esta grande investigação com muitas voltas e reviravoltas!
Como já devem ter percebido, tem raptos, entre outros eventos, com crianças, por isso se isso for um trigger para vocês, aconselho a não lerem este livro pois nesse aspecto o autor não tem piedade e descreve mesmo tudo. 

Como mencionei o livro está cheio de voltas e reviravoltas, deixando o leitor na pontinha da cadeira a cada capítulo pois pensamos que sabemos o que vai acontecer mas o autor dá-nos um verdadeiro nó, tornando tudo credível com o seu conhecimento da natureza humana e ciência comportamental. Contudo, acho que a minha única crítica do livro é precisamente sobre psicologia. Não vou dar spoilers em dizer o que é mas é no fecho da resolução do caso, um dos fechos vá porque o autor não estava contente só com um, LoL. E esse fecho, ou conclusão, merecia um parágrafo no máximo sobre a psicologia do que é mencionado.

Por acaso, reparei depois de ler que algumas pessoas criticavam a tradução dos nomes pois em italiano (a língua materna do autor) os nomes eram diferentes e as pessoas assumiram que o livro se passava na Itália. Como o autor não menciona onde efectivamente é que o livro se passa, não foi algo que me perturbasse. Mas traduzir nomes? A sério? Isto é coisa de traduções de outras línguas para o inglês e eu não sei? 

Portanto, estão a ver, a minha crítica é a falta de um parágrafo, LoL. Fora isso o livro colou-me a cada página, a cada capítulo... ao ponto de estar a um terço do final e simplesmente não consegui largar! Ou seja, não descansei enquanto não o terminei. Além de que me deu imensas vibes de Criminal Minds, que eu adoro!

Em suma, aconselho vivamente para quem, como eu, que não lê muitos thrillers porque não consegue separar o trigo do joio. E aconselho a quem gosta efectivamente deste género e quer ler um thriller mais focado na investigação e na ciência comportamental.

16 de julho de 2021

Alerta! Projecto maléfico no ar!




Este ano, eu e a Words à la Carte, juntamos forças para criarmos um projecto sobre os mais variados temas geeks. E porquê Geekices do Demo? Ora bem, porque mulheres, a falar de coisas geeks... isso só pode ser coisa do demónio!

Sentimos que faltava uma perspectiva diferente no mundo das geekices e foi por isso mesmo que criámos este podcast. Tentando agradar ao geek veterano (que já sabe disto de trás para a frente mas gosta de ouvir uma perspectiva diferente), como ao geek iniciante (que quer aprender umas coisas novas ou saber mais do assunto)!

Por isso, adicionem o Geekices do Demo à vossa lista de podcasts para ouvirem todos os episódios e sigam a conta @geekicesdodemo para mais updates. 


Irei também partilhando os episódios aqui no blog, por isso basta visitarem a crónica "Embrace your Geekness"!


Já ouviram algum episódio? O que estão a achar?

30 de junho de 2021

The Song of Achilles (opinião SEM & COM spoilers)


 (Spoilers estão protegidos aquando visualizado em versão Web mas para conseguirem ver basta selecionarem o texto)

Já tinha este livro da Madeline Miller na minha estante à espera para ser lido há bastante tempo! Aliás, até tive uma situação engraçada porque ao ler os primeiros capítulos, estava um bocado confusa porque estava a ser extremamente familiar. Tive um momento pequeno de pânico a pensar: credo, será que eu leio assim tanta mitologia que já tudo me parece familiar?!
Só que não, LoL. O que aconteceu é que há um ano atrás peguei no livro para ler com Delicada como um Elefante mas acabamos por pousar o livro na altura pois não tínhamos disponibilidade para lermos juntas... até este ano!

Este livro é, como podem depreender pelo título, sobre mitologia grega, mais especificamente a guerra de Tróia e o mito de Achilles. Contudo, posso dizer que, muito honestamente, não é preciso conhecimento desta mitologia para apreciar este livro.
No entanto, a autora é especialista em adaptar os clássicos para uma audiência mais moderna e isso nota-se no livro, com certas explicações sobre personagens, lugares, contexto, vocabulário, entre outros. Adicionou foi toda um novo ângulo com um romance "proibido". 

A verdade é que para qualquer entusiasta de mitologia grega sabe das nuances de Achilles e Patroclus, por isso, o facto da autora ter escolhido isso, foi extremamente inteligente.

A verdade é que se formos bem a ver a história que está disponível foi-nos trazida e traduzida por (na sua maioria) homens...brancos... privilegiados... e muito provavelmente católicos. Não estou a dizer isto para dar uma de feminista. É das mais puras das verdades. Muito provavelmente perdemos muitos cultos de deusas ou histórias fora da narrativa católica ou opressora. Ainda hoje temos novos artigos a sair a dizer que afinal em certo texto clássico a narrativa ganha um novo significado pois X ou Y palavra foi mal traduzida. Pois há mais do que homens a estudar os clássicos e sem o mesmo background também.

O mesmo pode ter acontecido à história de Achilles e Patroclus, que tenho que dizer que está descrito lindamente, quem sabe se o mito original eles não eram mesmo um casal? Aliás o facto de a autora ter começado na infância de Patroclus fez com que o livro fosse um crescendo fantástico.

Achei mesmo que o romance foi descrito de forma bela, épica, apaixonada e respeitosa... Contudo, apesar de o livro ter tudo para dar certo, teve um entrave. Um péssimo timing da minha parte, pois o facto de ter lido o The Silence of the Girls antes deste livro, fez com que a narrativa da Madeline Miller ficasse estragada para mim. Porquê? Porque ambos os livros se passam na guerra de Tróia, ambos os livros têm Achilles, Patroclus, Agamemon, Briseis, Thetis... Mas mais especificamente na guerra, nunca mais consegui me desfazer da perspectiva feminina. 
Mesmo com um romance de nos encher o coração, não conseguia separar as narrativas das mulheres naquele campo a serem tratadas como gado, a serem violadas, escravizadas, entre muitas outras coisas. Por não me ter conseguido desligar do The Silence of the Girls, este livro ficou um bocado estragado para mim.

Contudo e porém, recomendo vivamente a sua leitura pois é uma visão lindíssima e maravilhosa do mito de Achilles, uma bela história de amor manchada pelo orgulho dos deuses e dos seus descendentes! Recomendo se quiserem ler algo com o tema de mitologia grega mas não têm muito conhecimento da mesma pois não acho que isso seja necessário para usufruir da mensagem deste livro. 

Já leram este livro ou algo da autora? Por acaso, leram algum livro com esta temática?

23 de junho de 2021

Mors-Amor (opinião SEM spoilers)

 


Em primeiro lugar, tenho que agradecer à Words à lá Carte e à Shadow Frozen pelo seu projecto fantástico #adagioinlibri, que foi onde efectivamente conheci a autora Sónia Ferreira e consequentemente este livro! Sim, porque só a história em si de como a ideia surgiu à autora e como ela o produziu com recursos 100% portugueses, é só brutalíssima e recomendo verem o seu episódio para saberem mais. Além disso, as meninas organizaram toda uma leitura conjunta, que foi brutal para debater o livro e ressacarmos juntos também, LoL.

Em segundo lugar, como já não faço há algum tempo vou vos deixar algumas das minhas citações favoritas. 

“Os mortos não contam histórias.”

“Que todos aqueles que partem daqui hoje, voltem amanhã. Que a nossa carne não lhes sirva de alimento e que o seu sangue regue esta terra. Já que a querem tanto, que lhe dêem de beber!”

Enquanto um lusitano respirar e tiver força para levantar uma espada que seja... vai sempre haver Lusitânia. O que nós somos não desaparece com o nome que damos às terras, às estradas e aos deuses. O que nós somos, somos...só a morte pode apagar. 

Sim! Normalmente, deixo só uma mas este livro... Meu Deus! Por isso, tenho que deixar uma menção honrosa para simplesmente um cântico/poema que se encontra no livro e me deixou arrepiada até ao tutano.

Da pedra fez-se a montanha 

E na montanha nasceu o rio. 
O rio gritou e desceu 
E vida aos homens deu. 
Os homens sangram e morrem, 
Fazem-se cinza 
E voltam às pedras. 
Pelos deuses eu juro, 
Sobre a terra que viu nascer os pais dos meus pais, 
Eu juro, sob a noite que esconde os mistérios 
E a lua como testemunha, 
Eu juro, sobre o corpo das minhas irmãs mortas, 
Eu juro...
 Aqui, onde o vento me levará, 
Pela lâmina da minha espada, 
Morrerá quem a morte me trouxe 
E quem a morte trouxe aos meus 
Tong a toing mo thuath! 
(Tradução livre para: Juro o que jura o meu povo)

Relativamente ao que achei do livro, vamos por partes. Acho que primeiramente irei falar da edição. Não é uma coisa que normalmente mencione mas neste caso, tendo em conta que é uma edição de autor, merece mesmo que fale sobre ela. O cuidado de design, paginação e as ilustrações, são para lá de fenomenais! 

Quanto à escrita, como foi precisamente uma publicação de autor, não houve editoras envolvidas e saiu tudo do bolsa da autora, nota-se a falta de uma revisão. Não necessariamente de erros ortográficos (muito honestamente acho que só reparei num ou outro, nada de outro mundo) mas sim relativamente a homogeneizar a cadência de escrita. Nota-se um "salto" da primeira parte do livro para a segunda parte, se tivesse como que idêntico ao longo do livro, ficaria muito melhor, na minha opinião. 

Outra nota que gostaria de deixar é que a escrita ao início me fez sorrir pois nota-se mesmo que tinha sido uma Enfermeira a escrever, LoL. Com um tom bastante científico mas a verdade é que o background profissional da autora é mesmo Enfermagem, aliás é especialista, portanto daí me ter feito sorrir mas não achei nada de problemático.

Quanto ao que é efectivamente este livro? Ficção histórica com o tema da nossa história Lusitana. Sim, aquela história que está perdida da altura da invasão dos romanos na Peninsula Ibérica. Não estou a dizer spoiler nenhum quando digo que o meu queixo caiu ao chão quando vejo duas palavras: mitologia lusitana. 

Gente, para quem me segue há mais tempo sabe perfeitamente a minha paixão por mitologias, portanto quando eu li logo nas primeiras páginas estas duas palavras e a menção da autora dos deuses lusitanos? Eu perdi completamente a cabeça! 

Como assim nós tínhamos mitologia? Claro, que devemos ter tido mitologia mas como é que eu não sei nada disto?! Como é que eu nunca pensei em pesquisar sobre a mitologia do nosso próprio país? Vocês não têm noção, eu tive mesmo que pousar o livro e tratar de pesquisar. 

Sim, um livro de fantasia, portuguesa, fez-me pesquisar história... estou tão espantada como vocês.

Isto para dizer o quê? Que a autora fez um trabalho de pesquisa não só brutal mas como impossível. Pois a verdade é que a história é contada pelos victoriosos. Ou seja, antes da invasão dos romanos, os povos desorganizados, um deles os Lusitanos que residiam no coração das montanhas de Portugal, não tinham ainda a tradição escrita, era tudo muito ainda o contar de histórias à volta da fogueira. Isso fez com que tenhamos perdido grande parte da nossa história mas do pouco que temos, a autora encontrou! 

Não só isso, ainda incluiu algumas referências celtas. Que me fez questionar o porquê... Até ali a autora tinha uma pesquisa admirável, então lá fui eu pesquisar outra vez, LoL. E não é que fiquei a saber que Portugal tem mesmo vestígios da cultura celta acima do rio Douro! Não foi uma alta surpresa pois sou de Trás-os-Montes e em conversa com colegas escoceses aqui no UK, me apercebo de certas semelhanças. Contudo, não foi algo que alguma vez tivesse pesquisado ou tentado saber ao certo e foi este livro que me levou a isso!

Outra coisa que gostei muito foi as duas timelines no livro, não vou dizer quais mas digo apenas que é brutal como a história não se fica apenas por um espaço temporal, como a alma lusitana continua pelos séculos. Pois além da aventura épica da altura ainda antes de Cristo, com a nossa história, com a nossa gente, com o nosso Portugal, tem também um romance lindíssimo... 

Para os fanáticos de fantasia, tem também um mapa logo assim no início. Como leitora ávida de fantasia, todos sabemos da importância de um mapa. Neste caso, não só o mapa como a capa foram ilustrados pelo artista Pedro Nascimento, que ficaram mesmo incríveis! 

Além disso, gostaria de dizer que no final, mesmo no final do livro existe uma resma de páginas onde a autora nos explica quem eram as personagens históricas e as fictícias. Um esforço de louvar! Contudo e porém, o meu coração partiu-se em pedaços, quando cheguei efectivamente ao final da história, que acaba assim como que num climax da enredo, pensando que ainda havia muito para contar devido à quantidade de páginas no final, LoL. Isto para dizer o quê? Para quem vai ler este livro, pela vossa saúde, não salte para o final! Sei que há pessoal que gosta de esfolhear o livro e tal mas não façam isso para o final do livro pois vão apanhar com spoilers na lista de personagens. 

Outra coisa que me estava a perturbar, enquanto estava no início da leitura, era o título do livro. "Mors-Amor" é de facto um título peculiar mas a autora deixou a migalha do poema de Antero de Quental logo no início... ao longo da história e ao finaliza-la percebi o seu sentido: a luz e as trevas, o ideal e o desalento, a morte e o amor... são dois lados da mesma moeda. 

Em suma, caso ainda não tenham percebido, eu adorei mesmo este livro! Tendo só a crítica da revisão, a autora conseguiu captar-me de corpo e alma, com esta história que faz parte de uma trilogia. É de louvar não só o facto da autora ter produzido este livro com recursos portugueses, o ter escrito nas suas horas vagas como Enfermeira (uma imensa admiração deste lado, com certeza) mas também pelo facto de que este é o seu primeiro livro publicado! 

Por isso, aconselho vivamente este livro para qualquer fã de ficção histórica ou fantasia, tendo só a ressalva de que a escrita não é a mais complexa, enfadonha ou maçuda, o que para mim até é uma mais valia pois fica ainda mais abrangente. Além de que a sensação que tive foi que não havia descanso com este livro! Não dá como o pousar, LoL.

Acabei o Mors-Amor com vontade de pegar numa espada e ir para a montanha lutar... Daí dizer que estou mortinha que saia o segundo desta trilogia!


P.S. - obrigada Night por teres ouvido a enxurrada de asneiras que caiu no teu chat no momento em que acabei o livro. Em minha defesa, estava em estado de choque com aquele final e uma pessoa tem que deitar cá pra fora, LoL.