É sempre bom e positivo conhecer pessoas novas e experimentar situações diferentes, toda a gente sabe disso. Daí fazermos isto várias vezes na nossa vida, é na interacção com pessoas diferentes que vamos abrindo os nossos horizontes, estando despertos para o futuro e tantas, mas tantas vezes entender o passado…
Gostava de poder dizer que não me arrependo de nada, ou de querer voltar atrás no que se fez, no entanto, quando nos faltam em lealdade ou em honestidade sentimo-nos no mínimo traídos e até quase tristes connosco próprios porque não nos apercebemos do conto do vigário ou do que iria de facto acontecer. Porém, bater com a cabeça nas paredes, às vezes, é bem positivo porque faz crescer. É uma forma de encarar a vida, afirmar que tudo o que já aconteceu, fizeram de mim aquilo que sou hoje. Mas será que não há crescimento sem sofrimento? Não me parece justo que andem sempre de mãos dadas. Enfim.
Há amizades que podem não fazer parte do nosso dia-a-dia, mas a quem não deixamos de contar tudo o que nos aconteceu de bom como de mau, ou seja, que fazem parte de nós. Talvez por isso a desilusão seja maior quando se percebe que já pouco ou nada resta, além de um pacote de mentiras, conversas de circunstância, olhares envergonhados ou uma possível mudança de passeio. E quando assim é, quando nos apercebemos das desculpas no tom de voz das mensagens que não têm alma ou sentimentos, então é altura de seguir em frente…
O que supostamente deveria entrar na equação, é que de maneira nenhuma deveríamos permitir que isso voltasse a acontecer, independentemente do lado em que se está (da parte em que desilude ou da parte desiludida)… Supostamente.